Portugal perdeu 112 salas de cinema em 2026 enquanto o streaming já chega a 53% da população

É um gesto automático, repetido quase todos os dias, completamente integrado na rotina entre o jantar e a hora de dormir. Também no fim do trabalho, ou mesmo à hora de almoço, quer em teletrabalho ou quando os horários dos colegas não coincidem. Durante a semana, para uma parte crescente dos portugueses, ver um episódio de uma série ou um filme deixou de ser uma decisão ponderada. Abre-se uma aplicação, escolhe-se algo entre as sugestões, retoma-se um episódio interrompido na véspera, clica-se numa estreia recente. O consumo audiovisual passou a funcionar como o e-mail ou as redes sociais: está sempre ali, disponível, em espera.

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