Ministra da Cultura compromete-se com mais financiamento para o Palácio de Mafra | Património


A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, comprometeu-se esta segunda-feira a encontrar financiamento para resolver problemas de infiltrações agravados pelo mau tempo no Palácio Nacional de Mafra, durante uma visita ao monumento.

“O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) vai conseguir resolver alguns destes problemas, muitos deles são resultantes da entrada de água, nomeadamente por causa das janelas, por causa das juntas. Outros problemas não estão contemplados no PRR, mas vamos ter de encontrar solução”, afirmou aos jornalistas a ministra, admitindo recorrer a verbas do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural.

Segundo a governante, Mafra é um “bom exemplo em como não se preservou bem, não se cuidou bem do património que é classificado, que é mundial”, recordando que a última intervenção efectuada no edificado remonta aos anos 90 do século XX, existindo por isso problemas estruturais” que se agravaram com o mau tempo.

“Na Basílica, as janelas e as juntas vão ter de ser intervencionadas para que a água de facto não entre, e vamos investir e resolver”, afirmou Margarida Balseiro Lopes, explicando que estas não estão englobadas na obra em curso.

“Vamos arranjar financiamento e vamos investir para resolver”, disse, especificando que há “necessidade de fazer uma intervenção em 200 janelas. Estamos a falar de meio milhão de euros”, admitindo reforçar os 16 milhões de euros do PRR ou recorrer ao Fundo de Salvaguarda do Património.

No Torreão Norte existem infiltrações que poderão ser englobadas nas obras em curso na envolvente exterior do monumento.

Em todo o país foram identificados estragos do mau tempo em mais de uma centena de equipamentos, sendo os mais afectados o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo, que deverão reabrir em Março, disse a ministra.

“A maioria são danos já existiam e agora foram agravados”, esclareceu o presidente da Museus e Monumentos de Portugal (MMP), Alexandre Pais.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afectados terminou em 15 de Fevereiro.



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