Crédito à habitação registou em Janeiro o maior crescimento em 20 anos | Habitação


No primeiro mês de 2026, o stock de crédito à habitação “prolongou a trajectória de aceleração observada desde Janeiro de 2024”, registando mesmo a maior taxa de crescimento anual desde Fevereiro de 2006, ou seja, em 20 anos. É deste modo que o Banco de Portugal (BdP) apresenta os dados da evolução do crédito à habitação, que cresceu 10,4% em Janeiro (10,1% em Dezembro), em termos homólogos.

De acordo com os dados revelados esta quinta-feira pelo BdP, a carteira de crédito para compra de casa subiu para 111,7 mil milhões de euros, mais 803 milhões de euros face a Dezembro último.

O total de crédito concedido aos particulares (habitação e consumo) cresceu 9,8% no primeiro mês do ano, face ao período homólogo, naquela que também é a maior taxa de crescimento desde Fevereiro de 2008. O montante total supera os 145,4 mil milhões de euros.

O total de crédito ao consumo subiu 7,9%, na comparação homóloga, para 33,8 mil milhões de euros. Face ao último mês do ano passado, o montante subiu 49 milhões de euros.

Neste segmento, verificou-se uma estabilização “em 7,3% nos empréstimos para consumo e subindo para 8,9% nos empréstimos para outros fins”.

No que se refere aos depósitos dos particulares, a variação é mista: o stock cresceu 4,4% em Janeiro, face a Janeiro de 2025, um ritmo, para 200,7 mil milhões de euros. Mas face a Dezembro último, verificou-se um recuo de 61 milhões de euros.

Segundo o BdP, aquela variação “reflectiu uma diminuição de 300 milhões de euros nas responsabilidades à vista (constituídas quase na totalidade por depósitos à ordem) e um aumento de 239 milhões nos depósitos a prazo (que incluem os depósitos com prazo acordado e os depósitos com pré-aviso)”.

Relativamente aos créditos das empresas verificou-se um crescimento, em termos anuais, de 3,7% em, em Janeiro, para 74,1 mil milhões de euros, e mais sete milhões do que no final de Dezembro.

Praticamente idêntico é o montante de depósitos das empresas, que totalizavam 73,3 mil milhões de euros, menos 2,3 mil milhões do que em Dezembro de 2025, mas com um crescimento de 7,7% em termos anuais.



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