
Exatamente um ano depois, seis dos outros sete planetas do sistema solar vão voltar a desfilar perante os olhos humanos. O fenómeno aconteceu no dia 28 de fevereiro de 2025 e torna a repetir-se este sábado, dia 28. A melhor altura para observar os seis planetas alinhados em Portugal será cerca de 30 minutos depois do pôr do sol.
Esta ocasião não é comum, mas não é tão raro como o evento astronómico de fevereiro de 2025, quando os sete estiveram todos em linha — e que só se voltará a repetir daqui a cerca de 15 anos. E apesar de estarem nas melhores posições para serem visíveis em conjunto, será sempre melhor utilizar um par de binóculos ou um telescópio para ver os planetas mais pequenos, como Mercúrio ou Vénus, que normalmente são mais difíceis de identificar.
Só Marte é que se mantém fora deste desfile. Urano ficará visível durante várias horas durante a noite de sábado — com o equipamento apropriado — e Júpiter, o planeta mais brilhante, será certamente o mais acessível até para o olho mais destreinado em qualquer ponto do mundo — mesmo que seja desafiado pela poluição luminosa.
A dica para conseguir ver Mercúrio, Vénus e Saturno de uma só vez — para além de tentar ter acesso a algum tipo de equipamento de ampliação — é seguir a linha do horizonte, onde estes três planetas costumam instalar-se, significativamente mais “abaixo” que os restantes. E terá de ser naquela janela temporária após o pôr do sol, porque devem desaparecer da nossa vista pouco tempo depois.
Neptuno vai aparecer ligeiramente acima de Saturno e, apesar de estarem todos em linha reta, devido à curvatura da Terra, Júpiter e Urano vão aparecer mais para cima e ligeiramente à esquerda dos restantes membros da família do sistema solar. Sem qualquer tipo de equipamento, o público mundial poderá conseguir ver — mesmo com alguma dificuldade — quatro planetas, deixando de fora Neptuno e Urano, de acordo com a NASA.
Este é o primeiro grande evento astronómico de 2026, poucos dias antes do seguinte: o eclipse lunar que deixará a noite pintada de vermelho na noite de dia 3 de março em algumas partes do mundo. Infelizmente, em Portugal este fenómeno não será visível, será apenas na América do Norte.

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