Autoestrada A1 reabriu na totalidade 16 dias após derrocada – Observador



A circulação nos dois sentido da Autoestrada A1, a principal via rodoviária do país, foi resposta na totalidade esta sexta-feira às 18h00, informou a Brisa.

A obra de reparação do talude e da plataforma da autoestrada ficou concluída ontem às 19h00, mas foi necessário aguardar pela vistoria técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e pelo parecer do IMT (Instituto de Mobilidade e Transportes) sobre intervenção realizada pela Brisa. “A reposição da circulação plena ocorre na sequência da validação técnica e da verificação de todas as condições de segurança operacional”, diz a empresa. A reabertura acontece num dos dias da semana com mais tráfego e 16 dias após a circulação ter sido interrompida por causa das cheias no Baixo Mondego.

A plataforma da autoestrada ruiu entre os quilómetros 190 e 192 no sublanço de Coimbra Sul-Coimbra Norte na noite de 11 de fevereiro, na sequência da força da água que atingiu a proteção do talude da via, horas depois de ter rebentado o dique de Casais. A autoestrada tinha sido cortada nos dois sentidos horas antes de ter colapsado. A circulação já tinha sido reposta no sentido sul-norte de forma condicionada esta segunda-feira.

Derrocada na A1. Brisa não pede compensação ao Estado por danos de mais 3 milhões, apesar de “culpa não ser nossa”

A Brisa estima que a derrocada da A1 tenha gerado prejuízos de três milhões de euros, dos quais a maior fatia resulta da perda de tráfego e da consequente não cobrança de portagens. A concessionária suporta os custos e não irá pedir uma compensação ao Estado, apesar de considerar que não teve culpas no colapso do dique que foi logo restaurado, ainda que provisoriamente. O dique cedeu depois do caudal do Mondego ter ultrapassado o limite de 2.000 metros cúbicos por segundo.

A intervenção na A1 envolveu o uso de mais de nove mil toneladas de material pétreo de enrocamento para impedir a erosão do aterro, proteger a área afetada e preencher parte da zona colapsada, criando condições para a reconstrução da plataforma. Foram aplicados 263 metros cúbicos de betão para estabilizar a laje de transição. Na reconstrução da plataforma, foram aplicadas 1000 toneladas de material pétreo em aterro e pavimento granular, às quais se acrescentaram 240 toneladas de pavimento betuminoso. 35 camiões percorreram mais de 80 mil quilómetros para assegurar o transporte das rochas utilizadas neste enrocamento.

A empresa diz que estas obras representaram 10 500 horas de trabalho, ocupando mais de 70 trabalhadores e técnicos.





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