Há seis anos, a administração da EGEAC resolveu abrir um processo de selecção pública para preenchimento do lugar do Museu do Aljube, deixado vago pela reforma de Luís Farinha, seu primeiro director, com obra notável que importava preservar e desenvolver. Definiu critérios, dando antes prioridade à visão sobre o museu e à proposta de plano de actividades a prosseguir e sendo a formação e experiência em gestão cultural e museologia desejáveis, mas não necessárias. O júri, de que fazia parte o anterior director, seleccionou, por unanimidade, a proposta de Rita Rato, devido precisamente ao seu plano de acção inovador. Até ela ficou surpreendida com a escolha, conforme disse ao PÚBLICO. De imediato, choveram as críticas, umas motivadas por claro, mesmo explícito, anticomunismo, outras, por corporativismo dos museus, outras ainda, as mais surdas, por mero conflito de capelas universitárias.
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