Um tribunal ucraniano condenou a cinco anos de prisão uma adolescente por ter transmitido informações sobre instalações militares na Ucrânia às autoridades russas, no contexto da invasão lançada por Moscovo em 2022.
A decisão foi tomada por um tribunal da província de Jmelnitski, que considerou provado que a jovem — estudante do 11.º ano, com idade entre os 16 e os 17 anos, cuja identidade não foi divulgada — recolheu e enviou dados sensíveis a um oficial dos serviços de inteligência russos, em troca de pagamentos em dinheiro.
Apesar da condenação, a adolescente não irá cumprir pena de prisão efetiva. O tribunal homologou um acordo com a Procuradoria que prevê dois anos de liberdade condicional, período durante o qual a jovem terá de cumprir um conjunto de obrigações, incluindo apresentações regulares às autoridades, comunicação de qualquer mudança de residência, estudos ou trabalho, e a proibição de sair do país sem autorização judicial.
De acordo com o acórdão, o contacto com o agente russo foi feito através da aplicação Telegram. A adolescente terá sido instruída a recolher imagens e gravações de vários locais, incluindo a Academia Nacional da Guarda Fronteiriça da Ucrânia, uma instalação militar em Jmelnitski e uma estação ferroviária utilizada para o transporte de material militar.
As autoridades ucranianas têm alertado repetidamente para o recurso crescente, por parte da Rússia, a civis e menores para recolha de informações, sobretudo através de plataformas digitais, num esforço para contornar os sistemas de segurança e vigilância do país.
Deixe uma Resposta