Durante quase uma década, as relações entre os Estados Unidos e a Venezuela foram marcadas por uma escalada contínua de sanções, ameaças políticas, acusações criminais e demonstrações de força militar. Iniciada ainda no primeiro mandato de Donald Trump, aprofundada durante a presidência de Joe Biden e acelerada com o regresso de Trump à Casa Branca, essa estratégia culminou, neste sábado, num ataque directo em território venezuelano e na captura do Presidente Nicolás Maduro.

Julho de 2017

O Presidente venezuelano Nicolás Maduro promove um referendo para criar uma Assembleia Constituinte que esvazia o Parlamento dominado pela oposição. O processo é amplamente condenado pela comunidade internacional.

Agosto de 2017

Donald Trump, então nos primeiros meses do seu primeiro mandato como Presidente dos EUA, admite pela primeira vez publicamente uma “opção militar” para a Venezuela. Washington inicia um ciclo duro de sanções financeiras contra o regime e a petrolífera estatal PDVSA.

Maio de 2018

Maduro é reeleito numa votação considerada fraudulenta pelos EUA e pela União Europeia. Novas sanções são impostas, aprofundando o isolamento económico do país.

Janeiro de 2019

Os Estados Unidos reconhecem Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela e sancionam directamente o sector petrolífero, principal fonte de receita do regime.

Março de 2020

O Departamento de Justiça norte-americano acusa Maduro e alguns dos seus principais aliados de narco-terrorismo e tráfico de droga, oferecendo recompensas milionárias pela sua captura.

Julho de 2024

Maduro é declarado vencedor das presidenciais sem divulgação detalhada dos resultados. A oposição apresenta uma contagem paralela e reclama vitória. Os EUA, liderados então por Joe Biden, reconhecem o opositor Edmundo González Urrutia como Presidente legítimo do país.

Janeiro de 2025

Trump regressa à Casa Branca, classifica cartéis como organizações terroristas e prepara o enquadramento legal para incluir grupos venezuelanos ligados ao regime.

Agosto de 2025

Os EUA iniciam o destacamento de navios de guerra e milhares de militares junto à costa venezuelana, alegando combate ao narcotráfico. A recompensa por Maduro sobe para 50 milhões de dólares (42,6 milhões de euros).

Setembro–Dezembro de 2025

Forças norte-americanas atacam embarcações suspeitas de tráfico. Washington impõe um bloqueio petrolífero de facto e atinge infra-estruturas portuárias venezuelanas, apesar das críticas por violações do direito internacional.

Janeiro de 2026

Os EUA anunciam um ataque directo em território venezuelano, a captura de Nicolás Maduro em Caracas e a sua extracção do país, culminando quase uma década de pressão política, económica e militar sobre o regime chavista.

Deixe uma Resposta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress