O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem considerado “várias opções” para adquirir a Gronelândia, inclusivamente o recurso às forças armadas, avançou esta terça-feira a Casa Branca. Esta aquisição é “uma prioridade de segurança nacional”, afirmou à BBC.
“O Presidente e a sua equipa estão a discutir uma série de opções para atingir este importante objetivo de política externa e, claro, usar as forças armadas dos Estados Unidos é sempre uma opção à disposição do comandante supremo”, adiantou ainda a Administração.
Fontes da CBS indicaram que as opções que Trump está a considerar incluem a possibilidade de comprar a Gronelândia ou assinar um acordo de livre associação. As mesmas fontes indicaram que o Presidente norte-americano pretende resolver esta questão antes do fim do seu mandato.
A ministra dos Negócios Estrangeiros gronelandesa, Vivian Motzfeldt, disse hoje que as autoridades do território e a Dinamarca pediram uma reunião com o secretário de Estado norte-americano para debater as recentes declarações de Trump. “O objetivo da reunião é discutir as declarações marcantes dos Estados Unidos sobre a Gronelândia”, escreveu Vivian Motzfeldt nas redes sociais.
“Até agora, não foi possível para o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, encontrar-se com o Governo da Gronelândia, apesar de o Governo da Gronelândia e o Governo dinamarquês terem, ao longo de 2025, pedido uma reunião ao nível dos ministros dos Negócios Estrangeiros”, acrescentou.
O homólogo dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, afirmou que “chegou a altura” de contactar o secretário de Estado norte-americano. “Fizemos o pedido ontem. Não posso dizer quando ocorrerá, mas precisamos de esclarecer alguns mal-entendidos”, disse Rasmussen.
O anúncio surgiu quando se realiza no Parlamento dinamarquês uma reunião entre o Governo dinamarquês e a comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros sobre as relações entre o reino da Dinamarca, que inclui as Ilhas Faroé e a Gronelândia, e os Estados Unidos.
Trump já tinha deixado claro o seu interesse pela Gronelândia, avançando que dentro de 20 dias haveria novas informações. O Presidente norte-americano afirma que o seu país “precisa” do território autónomo dinamarquês por razões de segurança.
Vários países europeus já se posicionaram ao lado da Dinamarca. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, frisou que um ataque dos Estados Unidos à Gronelândia significaria “o fim da NATO”.
Após o ataque à Venezuela e com o interesse reiterado da administração norte-americana na Gronelândia, a Colômbia e Cuba acreditam estar sob perigo. Trump já avisou que o Presidente colombiano, Gustavo Petro, devia “ter cuidado”, enquanto Marco Rubio apontou a Cuba: “Se vivesse em Havana e fizesse parte do Governo, estaria preocupado.”
Texto atualizado às 22h46
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