Os Estados Unidos estão a tentar apreender um petroleiro ligado à Venezuela após uma perseguição de mais de duas semanas pelo Atlântico, disseram duas autoridades norte-americanas à Reuters nesta quarta-feira. Segundo o Guardian, a emissora estatal russa RT publicou duas fotografias granuladas que mostram um helicóptero a aproximar-se do petroleiro.

A tentativa de apreensão, que pode aumentar as tensões com a Rússia, ocorre depois de o petroleiro, originalmente conhecido como Bella-1, ter escapado ao bloqueio marítimo dos EUA a petroleiros sancionados e às tentativas da Guarda Costeira dos EUA de o abordar.

As autoridades, que falaram sob condição de anonimato, disseram que a operação está a ser realizada pela Guarda Costeira e pelas Forças Armadas dos EUA, acrescentando que que navios militares russos estavam nas proximidades quando a operação ocorreu, incluindo um submarino russo.

O petroleiro, agora conhecido como Marinera e registado sob bandeira russa, é o mais recente alvo da Guarda Costeira dos EUA desde o início da campanha de pressão do Presidente dos EUA, Donald Trump, contra a Venezuela. O Marinera viajava do Irão para a Venezuela, explica o Guardian, mas voltou para o Atlântico após tentar escapar ao bloqueio.

Separadamente, a Guarda Costeira dos EUA também interceptou outro petroleiro ligado à Venezuela em águas latino-americanas, disseram autoridades americanas à Reuters, enquanto os EUA continuam a impor um bloqueio marítimo a navios sancionados da Venezuela.

Nesta terça-feira, Caracas e Washington chegaram a um acordo para exportar até dois mil milhões de dólares em petróleo venezuelano para os Estados Unidos, disse o Presidente norte-americano, Donald Trump. O acordo é um forte sinal de que o Governo venezuelano está a responder à exigência de Trump de que abra portas às empresas petrolíferas norte-americanas ou correr o risco de mais intervenções militares. Trump afirmou que quer que a Presidente interina Delcy Rodríguez dê aos EUA e às empresas privadas “acesso total” à indústria petrolífera da Venezuela.

A Venezuela “entregará” entre 30 e 50 milhões de barris de “petróleo sancionado” aos EUA, disse Trump numa publicação nas redes sociais. “Este petróleo será vendido ao preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos!”, acrescentou.

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