“Espero que o Irão seja em breve libertado do jugo da tirania”, afirmou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, este domingo, na abertura do Conselho de Ministros semanal. Condenando “os massacres em massa cometidos contra civis” durante as manifestações em curso, o líder israelita acrescentou que, “quando esse dia chegar, Israel e o Irão voltarão a ser parceiros fiéis para construir um futuro de prosperidade e de paz para os dois povos”.
Na quinta-feira, as autoridades desligaram a Internet e o sinal de telemóveis em todo o país, na sequência de uma grande manifestação em Teerão e depois de terem sido publicados nas redes sociais vídeos que mostravam uma multidão em protesto. A organização de defesa dos direitos humanos Iran Human Rights anunciou ter registado 192 mortos nas manifestações, mas alertou que o número pode ser muito maior, já que o corte da internet dificulta a contagem.
O opositor iraniano no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo Xá do Irão, tem convocado alguns dos grandes protestos em Teerão e pediu no sábado aos manifestantes para que “se preparassem para tomar” os centros das cidades. Numa mensagem publicada nas redes sociais, Pahlavi exortou os iranianos a “saírem todos às ruas (…) com bandeiras, imagens e símbolos patrióticos e a ocuparem os espaços públicos”. “O nosso objetivo já não é apenas sair às ruas; o nosso objetivo é preparar-nos para conquistar e defender os centros urbanos”, referiu.
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