Imigrantes
Este governo, representado pelo ministro da Economia e Coesão Territorial, não tem vergonha de admitir que precisamos de imigrantes para suprir a falta de nacionais na reconstrução das vastas zonas afectadas pelas cheias? Imigrantes, que têm sido tão mal tratados pelos serviços de fronteira e pelas autoridades, agora serão bem-vindos? Até quando? Em que condições? Já não importa que não saibam português e não tenham “boas maneiras”? E quando já não forem precisos serão expulsos, como “invasores”? Este governo envergonha-me, e revolta-me as entranhas!
Domicília Costa, Vila Nova de Gaia
Um governo com astigmatismo
Um governo que não planeia e que ignora as catástrofes que têm assolado Europa, é grave. Ainda assim, ainda se trata de miopia, porque não vê o que está perto. Mas mais grave neste governo é o astigmatismo e, até, cegueira a longo prazo. O líder parlamentar do PSD veio a reforçar este problema: disse que é muito caro colocar os cabos de electricidade no subsolo. No entanto, como estas catástrofes se vão repetindo com mais frequência, veremos, daqui a 10 anos, quanto teríamos poupado se fizessem esse investimento. Não valeria a pena ter uma visão de longo alcance, em vez de, sabe-se lá quantas vezes, ter de repor as instalações que venham a ser deterioradas consecutivas vezes? Estamos entregues a merceeiros, que só tratam da tesouraria do dia; o que está perto, o governo (não) vê porque não tem miopia (ou também terá?). Afinal, para que é o PRR e o excedente orçamental? Melhor será corrigir esse astigmatismo.
Luís Filipe Rodrigues, Santo Tirso
Temporal (ais) e comentários
Perante a situação completamente anormal que está a acontecer e de todos os estragos causados há sempre muita gente a falar sobre o assunto nos órgãos de comunicação social (comentadores; políticos; especialistas vários, etc.). É importante e útil para esclarecimento e informação das pessoas. O que não se entende é alguns destes “comentadores e especialistas” falarem como se percebessem muito de todos os assuntos e não me dá essa ideia. É inadmissível como estão tantos a parecer ignorar os trabalhos que se estão a fazer. É uma falta de respeito pelo trabalho das pessoas, dos autarcas, dos bombeiros, dos funcionários das câmaras, das empresas de electricidade e comunicações, dos militares, dos voluntários, de toda a gente que está a tentar resolver o mais rápido possível o que aconteceu. Estão muitas e muitas pessoas no terreno a trabalhar. Temos de reconhecer esse trabalho. As pessoas afectadas querem rapidamente soluções e é isso que se está a tentar fazer.<_o3a_p>
Porfírio Gomes Cardoso, Lagos
Quando a Natureza se revolta
De vez em quando a Natureza enfurece-se e sai dos limites aceitáveis para a vida humana e de demais seres. Ultimamente só nos dávamos conta ao vermos as imagens em outros lugares do planeta. Todavia, tais desastres climáticos começaram a bater à nossa porta. E só aí é que verificamos a nossa impotência para lhes fazer frente. Mais de um terço da área do país, mormente na zona Centro, o desastre do temporal atingiu o impensável: chuvas diluvianas, inundações infindáveis, telhados esventrados, enquanto os seres atingidos ficaram à mercê de todos os males, por mais ajudas que tenham ou venham a ter. Agora, é que vemos quão liliputianos somos perante as forças da Natureza, quando se enfurecem.
José Amaral, Vila Nova de Gaia
Destrato
As regiões do interior e os seus habitantes não podem aceitar o destrato permanente de que são alvo por parte do poder central Faz um bom par de anos existia um presidente da câmara que não tinha pejo em confrontar o poder central de forma directa partindo ao encontro dos decisores políticos e confrontando-os com as suas opções em relação ao seu município. E posso dar este exemplo porque não apreciava aquele estilo de presidência (presidente) de câmara todo o terreno de percorrer o município de manhã à noite, escutando a população e vendo o desenvolvimento das obras públicas.
Com o tempo percebemos que aquele estilo de governação era afinal o correcto porque as pessoas não se tocam senão forem tocadas. Hoje os presidentes de câmara mais parecem presidentes da República devido à sua incapacidade de confronto e a burocracia inerente à sua função.
Luis Roque, Sertã
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