
O Sporting não ganhava há uma década no Dragão, o FC Porto não tinha qualquer derrota esta temporada no Campeonato no Dragão. Em condições normais, fosse por um lado mais histórico, fosse pelo caminho feito ao longo da época, os azuis e brancos partiam com uma vantagem teórica nessa missão de reforçar a liderança na prova tendo também a vontade de deixar uma resposta em campo depois da primeira derrota sofrida em Rio Maior diante do Casa Pia. Entre essas realidades, os dragões acabaram por não ir além de um empate, mantendo a vantagem de quatro pontos para o Sporting mas vendo o Benfica ficar agora a sete pontos.
Ainda assim, no final sobrava um sentimento de frustração pela forma como a igualdade chegou no nono e último minuto de descontos, com Luis Suárez a marcar numa recarga a uma grande penalidade defendida por Diogo Costa numa primeira instância mas não suficiente para evitar o sexto encontro consecutivo com golos nos derradeiros minutos dos leões. Só isso conseguiu abafar uma estreia de sonho de Seko Fofana, o segundo costa-marfinense a jogar pelos azuis e brancos depois de Willy Boly que chegou por empréstimo do Rennes no último dia do mercado, marcou menos de 15 minutos depois de ter entrado mas acabou por não materializar essa estreia em clássicos a marcar como Luuk de Jong, Zé Luís, Tiquinho Soares ou Diogo Jota com uma vitória, naquele que foi o segundo jogo consecutivo sem triunfos dos dragões.
“Clássico intenso e tático? Foi um grande jogo, jogámos sem medo frente ao bicampeão. Tivemos muita intensidade. A primeira e a segunda parte foram muito positivas. Estou muito satisfeito com todos os jogadores. Claro que sofrermos um golo no final, com um penálti… É o sexto jogo seguido que o Sporting marca no último minuto. Infelizmente, não conseguimos manter a nossa baliza a zeros. Penálti? É um erro, é um erro e a este nível este tipo de erros pagam-se caro. Sem arrependimentos porque creio que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. A energia que demonstrámos durante o jogo, era isso que queríamos. Nada mais do que isto”, começou por apontar Francesco Farioli na zona de entrevistas rápidas da SportTV.
“Se faltou baliza? Honestamente, a única parte do jogo em que sofremos foram os últimos minutos do jogo, onde eles foram com tudo. Nos restantes 82 ou 83 minutos, houve apenas um líder em campo e uma equipa que fez de tudo desde o início para ganhar e essa equipa foi o FC Porto. Como ficam agora as contas? Não gosto de fazer cálculos. O que me deixou orgulhoso foi o espírito que mostrámos em campo. Fizemos de tudo para ganhar o jogo, fomos muito bravos. Tentámos de tudo. O que o Thiago Silva disse está correto, havia da parte deles maior obrigatoriedade de ganhar. Jogámos contra uma grande equipa e contra um grande treinador. Continuamos na corrida pelo título”, salientou o treinador dos azuis e brancos.
Depois do quinto empate nos últimos seis clássicos entre FC Porto e Sporting no Dragão, Farioli, que viu a equipa perder cinco pontos nas duas últimas jornadas depois de fazer uma série de 19 partidas a abrir só com dois pontos perdidos (0-0 frente ao Benfica), falou também das três saídas por lesão durante o clássico entre Samu, Kiwior e Martim Fernandes. “O Kiwior pareceu-me positivo, disse-me que tinha sentido algo na coxa. O Samu sentiu algo no joelho e não quis correr qualquer tipo de risco. O Martim teve novamente um problema no pé. Até ao momento, temos conseguido gerir muito bem para não termos mais lesões, mesmo com este número de jogos. Temos de continuar assim”, concluiu o italiano na zona de flash interview.

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