Não é a primeira vez que o Tribunal de Contas Europeu (TCE), que fiscaliza a protecção dos interesses financeiros da União Europeia (UE), aponta o dedo à falta de controlo do mecanismo europeu que financia o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Mas o último aviso, lançado nesta quarta-feira pelo tribunal sediado no Luxemburgo (e no qual Portugal está representado por João Leão, antigo ministro das Finanças e membro dos governos do PS de António Costa), talvez seja mesmo o último: o controlo antifraude não está convenientemente garantido, ou numa linguagem mais bélica como prefere o próprio tribunal, “a bazuca europeia de 650 mil milhões de euros [ficou] mal protegida contra a fraude”.
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