“Um ciclo se fechou.” Quando Marcelo Rebelo de Sousa usou esta expressão, na mensagem com que abriu o ano, estava ainda longe de imaginar o alcance que viria a ter. 2025 foi o ano em que a Spinumviva entrou nos noticiários e fez cair o primeiro Governo de Luís Montenegro, um homem que voltou às ruas para pedir que o deixassem trabalhar – e conseguiu –, mas com custos: o Chega cresceu como nunca, quebrando o equilíbrio entre PSD e PS que durante décadas sustentou a arquitectura constitucional do regime. Não apenas por isso, o tema da imigração dominou o debate político, com polémicas sucessivas a atingir o executivo, mas sem nunca o fragilizar em demasia. Com a esquerda reduzida a mínimos, as autárquicas foram uma farpa adicional para os socialistas, que perderam a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), e entram no próximo ciclo presidencial com o risco de voltar a não ter um candidato seu no Palácio de Belém.

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