Há discos que se aproximam do mundo de forma quase documental e há outros que o contemplam a partir de dentro, como se a música fosse uma espécie de janela aberta para uma interioridade que procura reorganizar o caos externo. “Kokyuu”, novo álbum duplo de Luís Tinoco, escuta o mundo por dentro e mostra-se como um gesto de humanidade num tempo em que a escuta profunda parece uma prática em risco de extinção.

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