O Pai Natal tirou-me os sonhos

Este ano, o Pai Natal não foi meu amigo. Em vez de me trazer a sua habitual prenda, talvez por me ter portado mal, este ano, num intervalo de 4 dias, tirou-me duas esperanças. A primeira, Rui Borges, treinador do SCP de quem até tinha boa imagem, modesto, humilde, com valor e quando se apresentava transmontano, me deixava orgulhoso pelas duas costelas herdadas dos meus pais.

A desculpa esfarrapada que arranjou para dizer que não viu o lance polémico que lhe deu a vitória, agora desmentido pelo seu presidente Varandas, fez ruir tudo que pensava dele. A outra perda foi o comportamento indigno de Gouveia e Melo de quem tinha boa imagem até ao último debate. Sempre o imaginei como o Almirante Nelson, herói de sua majestade na Batalha de Trafalgar, e que segundo reza a história e apesar de ser um homem do mar, sofria de enjoos.

Desconheço se o nosso almirante tem o mesmo problema, o certo é que me causou o mesmo conflito com o que vi e ouvi. Também enjoei quando se comportou como outro candidato tão criticado pelos métodos nada nobres que utiliza. A diferença entre o senhor e André Ventura é nas vossas estaturas, mas quanto ao resto, são parecidos. E já que falo em estaturas, o senhor também leva vantagem em relação ao oponente nesse debate. Só que como diz o provérbio, os homens não se medem aos palmos.

Jorge Morais

Presidência: o menos mau

A escolha do sucessor em Belém, do Presidente Marcelo, está em 11 personagens que não conseguem ter carisma e, como tal, a menos de um mês, tantos não sabemos em quem e porquê votar. Tivemos nestes últimos dez anos o Presidente Marcelo, que foi um grande chefe de Estado, uma década antes de Marcelo, também tínhamos tido o Presidente Jorge Sampaio, depois foi o que foi, noutros 10 anos.

Hoje, temos uns que querem ser Presidente, mas não parece em nenhum/nenhuma haver um mínimo de qualidades para o ser. As sondagens mais parece estarem a servir para quem não faz a mínima ideia em quem votar ir de arrasto.

Estamos neste final de 2025 e olhando para 2026 a ver políticos de segunda categoria. Nos EUA, na NATO, na UE, cá e não só. Assim, a 18 de Janeiro de 2026 não se pode deixar de ir votar, até por ser, ainda, uma liberdade democrática que temos. Um direito. Ainda. Se calhar à toa, na primeira, e depois de olhos fechados na segunda.

Augusto K. Magalhães, Porto

Conselho de Estado

Marcelo Rebelo de Sousa convocou o Conselho de Estado para o dia 9 de Janeiro para debater a guerra Ucrânia/Rússia. Eu imaginei que fosse para falar dos 14 mil sem-abrigo que há em Portugal. Lembram-se quando disse que ia erradicá-los das ruas antes de terminar o mandato? Na senda do discurso militarista que assola a Europa, Marcelo quer dar um ar da sua graça e também quer debater o sanguinário conflito.

Aa causas pouco importam, o que conta é a continuidade da guerra. Quando ficamos a saber que Portugal é dos países com mais dinheiro em offshores, muito há a fazer pela transparência. No entanto, honra seja feita a Marcelo Rebelo de Sousa. Ao optar pela reforma de professor jubilado ao invés da subvenção vitalícia, abriu uma enorme janela de desprendimento. Muitas felicidades.

Ademar Costa, Póvoa de Varzim

A lei da bala

Na actualidade, pelo menos, existem dois líderes – Putin e Trump – que só conhecem uma lei: a lei da bala e do quero posso e mando.

Assim, além da tenebrosa “operação militar especial” putiniana, o cowboy Trump não se coíbe de ameaçar tudo e todos.

Como já sabíamos, quer a todo o custo anexar a Gronelândia, região autónoma da Dinamarca, quer esta queira ou não.

Mas então, Trump não sabe o que abrange o artigo 5.º da NATO, ou julga-se o dono do planeta, sem tratados, nem leis estabelecidas?

Assim, aqui vai exarado o que está expresso no referido item: o Artigo 5.º da NATO expressa que os países signatários concordam que um ataque armado contra um ou vários desses países será considerado um ataque a todos. Portanto, concordam também em prestar assistência ao país atacado, praticando a “acção que considerarem necessária, inclusive o emprego da força armada, para restaurar e garantir a segurança na região do Atlântico Norte”.

Em face do exposto, no caso em apreço, em que fica a Dinamarca?

José Amaral, Vila Nova de Gaia

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