No início do mês, escrevíamos aqui no PÚBLICO que Unai Emery se tinha especializado em atrapalhar a vida ao Arsenal, depois de um triunfo do Aston Villa sobre o Arsenal no Villa Park. Nesta terça-feira, os “gunners” devolveram essa derrota aos “villains”, um 4-1 no Emirates que reforçou a liderança dos londrinos na Premier League inglesa e que acabou com a invencibilidade da equipa de Birmingham de quase dois meses. Arteta vai ter uma passagem de ano tranquila porque o seu Arsenal não corre perigo de perder a liderança para o Manchester City no primeiro dia de 2026.
Em mais um duelo entre os dois treinadores bascos, foi Arteta a levar a melhor, mas o Arsenal passou um mau bocado na primeira parte, em que os “villains” tiveram muitas aproximações perigosas à baliza de Raya. Pelo contrário, o ataque dos “gunners” parecia não estar a funcionar – Gyökeres continua a parecer um ponta-de-lança desadequado para esta equipa. E o resultado ao intervalo era um pobre 0-0, o que abria a porta a mais uma desfeita de Emery a Arteta.
Só que o Arsenal não quis esperar mais. Logo a abrir a segunda parte, no primeiro pontapé de canto, 1-0 para os “gunners”. Bola na pequena área, Gabriel Magalhães ganhou o duelo a Martínez e bola dentro da baliza – o VAR ainda analisou uma possível falta do brasileiro sobre o guardião argentino, e parece haver um toque, mas o golo foi validado.
Os “gunners” continuaram a carregar, chegando ao 2-0 aos 52’, com Zubimendi a concluir um grande passe de Odegaard. E, para que não houvesse margem para qualquer recuperação milagrosa, Trossard fez o 3-0 aos 69’, com Gabriel Jesus a fechar o 4-0 aos 78’, acabadinho de entrar para o lugar de Gyökeres – o seu primeiro golo em 11 meses. Na compensação, Ollie Watkins lá marcou o seu golo, mas o Villa já tinha o jogo mais do que perdido.
Em Old Trafford, o Manchester United tinha uma bela oportunidade de conseguir algo raro nos últimos tempos, o de conseguir duas vitórias seguidas, mas essa série vai voltar ao zero porque os “red devils” não conseguiram melhor do que um empate (1-1) frente ao Wolverhampton, último destacado da Premier League e que chegava a esta jornada com apenas dois pontos. É verdade que Ruben Amorim não tinha Bruno Fernandes, Mbeumo, Diallo e outros, mas isso não pode servir de desculpa frente a um adversário que ainda não ganhou um único jogo esta época.
O United até começou bem, marcando aos 27′, um remate de Zirkzee que desviou num defesa dos “wolves” e enganou José Sá. Mas cedo ser percebeu que o United não estava tranquilo no jogo e, antes do intervalo, já tinha perdido a sua vantagem. Aos 45’, na sequência de um canto mal desfeito por Zirkzee, foi o central checo Ladislav Krjeci a cabecear para o 1-1. E o Wolverhampton não se recolheu para defender o ponto, também tentou ficar com a vitória – teve oportunidades para isso, enquanto José Sá fechava a sua baliza com maestria.
O United ainda celebrou brevemente o golo da vitória de Dorgu, mas o dinamarquês estava fora-de-jogo quando fez o remate. Mas tudo ficou empatado e Amorim vai terminar o ano sem conseguir ganhar em casa ao último. Por cada passo em frente que dá (ganhou ao Newcastle na jornada anterior), parece que dá dois atrás. E o cabelo daquele pobre adepto que está à espera de cinco vitórias seguidas dos “red devils” vai continuar a crescer.
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