A força eleitoral de Gouveia e Melo residia numa combinação de competência fardada com a sugestão de que, vindo de fora da “politiquice partidária”, detinha a autoridade de quem conseguira pôr o processo de vacinação a funcionar. Durante meses, o almirante aparentava estar imune aos males do regime e, sem contendores à altura, a caminhada presidencial afigurava-se imparável. Mas uma pré-campanha ziguezagueante e uma prestação nos debates penosa foram delapidando a sólida vantagem que amealhara.

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