A CIA determinou que não existem indícios de que a Ucrânia tenha tentado atacar qualquer residência oficial do Presidente russo, Vladimir Putin, contrariando as alegações do Kremlin que as autoridades ucranianas tentaram matar o chefe de Estado da Rússia. A notícia foi avançada esta quarta-feira pelo Wall Street Journal, que cita fontes das secretas norte-americanas.

Fontes dos serviços de informação de Washington disseram que a Ucrânia tinha como alvo um objetivo militar que já tinha atacado anteriormente na região de Novgorod, onde se encontra a residência de férias de Vladimir Putin. Mas a casa do líder russo nem sequer estava nas proximidades do alvo de Kiev.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, já comunicou ao Presidente norte-americano o resultado da avaliação do serviço de informações, baseado no rastreio do espaço aéreo e das atividades militares com o recurso a satélites e radares.

Na passada segunda-feira, Donald Trump tinha criticado a Ucrânia por ter alegadamente atacado a residência de Vladimir Putin. O líder norte-americano tinha sido informado do alegado ataque pelo homólogo russo, durante uma chamada telefónica.

A Ucrânia sempre negou a responsabilidade pelo ataque e disse ter-se tratado de uma “mentira” e uma “invenção” da Rússia para atrasar o processo de paz. Por sua vez, o Kremlin insiste na tese de que Kiev atacou a residência de Vladimir Putin e anunciou que vai enviar para os Estados Unidos as análises aos destroços dos drones que alegadamente atacaram a casa do Presidente russo.

“Esses materiais [dos destroços dos drones] serão transferidos à parte americana através dos canais estabelecidos”, comunicou o Ministério da Defesa russo na rede social Telegram. O órgão militar avançou que realizou uma inspeção técnica ao sistema de navegação de um dos veículos aéreos não tripulados ucranianos abatidos sobre a região de Novgorod na noite de 29 de dezembro.

“Os agentes de inteligência russos conseguiram extrair o arquivo da missão de voo” do drone, explicou o ministério. Segundo o Ministério da Defesa, “a descodificação dos dados da rota revelou que o objetivo final do ataque ucraniano de 29 de dezembro era uma instalação na residência presidencial russa na região de Novgorod”.



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