Leila Fonseca não se conforma. Em Novembro de 2022, ela e o companheiro deram início ao processo de apadrinhamento civil de dois irmãos que se encontravam na Casa do Gil e a 27 de Maio deste ano soube, pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), que gere estes casos, que a decisão para que o apadrinhamento fosse oficial tinha transitado em julgado alguns dias antes, a 13 de Maio. Pediu o subsídio parental, cuja atribuição está prevista nestes casos, e, depois de alguns percalços, a Segurança Social atribuiu-o, mas, entretanto, concluiu que Leila nunca o deveria ter recebido e exige a devolução do valor total que foi pago, superior a cinco mil euros. “É uma injustiça”, insiste a mulher de 49 anos.
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