O Governo está a acompanhar “em permanência” a situação na Venezuela, que foi atacada pelos Estados Unidos da América este sábado, e assegura que a comunidade portuguesa está “bem e calma”. Aos portugueses em solo venezuelano, pede “tranquilidade” e “precaução” e, aos intervenientes no ataque, apela à “redução das tensões”.

Num comunicado escrito, o primeiro-ministro e o executivo garantem estar a seguir “em permanência e desde o seu início” o desenvolvimento do ataque militar dos Estados Unidos da América à Venezuela, “em estreita colaboração com o senhor Presidente da República”.

Isto através da “embaixada de Portugal em Caracas e da rede consular no país”, bem como de “contactos intensos com os parceiros europeus, as instituições da União Europeia e os países da região”. Também o presidente do Governo Regional da Madeira e as “principais forças da oposição” foram contactadas “directamente”.

Segundo o Governo, “a prioridade absoluta” de Portugal, neste momento, “é a segurança e o bem-estar da comunidade portuguesa na Venezuela”, que o executivo garante estar “bem e calma, embora naturalmente expectante”. Tendo em conta que o governo venezuelano decretou o estado de emergência, os governantes pedem “tranquilidade e precaução” aos portugueses que se encontram na Venezuela.

Lembrando que Portugal não reconheceu os resultados eleitorais das presidenciais venezuelanas de 2024, o executivo defende ainda “o regresso tão rápido quanto possível à normalidade democrática” e apela “à redução das tensões, ao respeito pelo direito internacional e pela Carta das Nações Unidas” e “à promoção da segurança e da tranquilidade públicas”.

Por fim, assegura que “continuará a acompanhar de perto, juntamente com os parceiros internacionais, a evolução da situação”. “A prioridade do Governo é, e continuará a ser, a segurança da comunidade portuguesa na Venezuela”, insiste.

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