“Votar amanhã chama-se democracia”: o último apelo ao voto de Marcelo

O Presidente da República deixou esta noite um apelo à participação na segunda volta das eleições presidenciais, comparando esta votação, com o país a braços com severas consequências do mau tempo, às presidenciais de há cinco anos, que decorreram em plena pandemia.

“Votar amanhã chama-se liberdade e democracia”, diz Marcelo Rebelo de Sousa, que começou a intervenção breve por deixar uma palavra às pessoas mais afetadas pelos efeitos do mau tempo: “Os que desanimaram, tiveram medo, se sentiram isolados, angustiados ou desesperados. Para essas centenas de milhares, em cidades, vilas, aldeias, lugares, casas perdidas na serra, a todos vós e a todos que vos têm dado o que podem e não podem, agradeço a resistência, a coragem, a determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso”, afirmou, agradecendo em seguida o facto de muitos terem exercido o direito de voto antecipadamente no passado domingo.

“A todos vós agradeço a resposta dada no dia 1, quatro dias apenas depois da calamidade de 28 de janeiro. A vossa resposta foi votarem. Votarem em massa e também nas áreas devastadas, também no voto antecipado”, disse, comparando a realização desta segunda volta com a eleição de há 5 anos, com o país em plena pandemia: “Em todo o país, sem vacinas, com hospitais a transbordarem, com mortes a subirem, com contágios a galoparem”.

“Votar amanhã é como votar na pandemia em estado de emergência”, terminou o Presidente.

Ou agora, quatro dias depois da tragédia. Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade. Votar amanhã chama-se democracia. Votar amanhã chama-se, acima de tudo, Portugal”.

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