Dir-se-ia que foi uma tempestade perfeita – não como a que, de um dia para o outro, virou do avesso as estratégias dos dois candidatos no arranque da segunda volta para estas presidenciais, mas daquelas que se formam devagar, consistentes e depois batem recordes de força. O caminho de António José Seguro no último ano, desde os 4,7% numa sondagem de Dezembro de 2024, até aos 31,12% na primeira volta de 18 de Janeiro, e depois a uma votação de 66,82% e uns expressivos (e recordistas, acrescente-se) 3.483.470 votos representa o filme do underdog que virou Presidente da República.
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