
Não era decisiva, mas podia ser importante nas contas finais da eliminatória. Em Alcochete, no Estádio Aurélio Pereira, o Sporting acabou por não aproveitar o fator casa frente ao Hammarby e perdeu pela margem mínima (0-1). Apesar de a eliminatória ter continuado em aberto na visita à Suécia, esse resultado acabou por complicar as contas da equipa treinada por Micael Sequeira, que estava obrigada a vencer por dois golos de diferença para se apurar para as meias-finais da Taça da Europa feminina, numa 3Arena que contou com mais de sete mil espectadores na receção ao vicecampeão português. Para além disso, as leoas tinham de lidar com o fator temperatura, que aproximou-se dos 20 graus negativos à hora do jogo, embora o teto do estádio tivesse sido fechado.
“Não temos nada a perder, só temos a ganhar. Muita gente não acredita em nós, mas acredito muito que podemos surpreender. É a isso que me agarro, na vontade das jogadoras, na nossa convicção, no trabalho que fizemos e irmos à luta. O jogo aqui [em Portugal] foi muito equilibrado e decidiu-se num detalhe. As diferenças existem mas, independentemente disso, continuo a acreditar que é possível surpreender a Europa. O mais importante é que nós, Sporting, acreditamos que é possível. Ausência de Cláudia Neto? É uma jogadora que faria muita diferença. Estamos a construir uma equipa para o futuro, mas queremos competir já. Estou muito otimista. As diferenças existem em termos de historial e de organização do futebol feminino. Há uma diferença muito grande da Suécia para cá, a competitividade da Liga é completamente diferente, as nossas jogadoras não estão habituadas a este ritmo e a esta intensidade. Se calhar temos de olhar primeiro para dentro e tentar mudar isso”, explicou Sequeira na antevisão ao jogo desta quarta-feira.
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A par da internacional portuguesa, Constança Maia, Georgia Eaton-Collins, Joana Martins e Miri O’Donnell falharam esta partida, com Micael Sequeira a apostar em Anna Wellmann na baliza, com Érica Cancelinha, Mackenzie Cherry e Ashley Barron no centro da defesa. Os corredores laterais foram feitos por Beatriz Fonseca e Jeneva Hernandez-Gray, ao passo que Daniela Arques e Andreia Bravo se juntaram a Flor Bonsegundo no meio-campo. A dupla ofensiva foi composta por Carolina Santiago e Telma Encarnação.
O Sporting até entrou bem na partida, mas teve de lidar com uma contrariedade logo no arranque, quando Bravo se lesionou e teve de ser substituída por Brenda Pérez. Pouco depois, Svea Rehnberg quase inaugurou o marcador, com Wellmann a defender por instinto (16′). O Hammarby que, nesta fase do ano, está ainda em pré-temporada, continuou mais perigoso e obrigou a guarda-redes alemã a mais uma intervenção, desta vez após cabeceamento de Vilma Koivisto (24′), antes de Stina Lennartsson, num cruzamento, acertou no poste (26′). A fechar a primeira parte, Telma apareceu no jogo pela primeira vez, desferindo um remate de longe para defesa de Melina Loeck, que recuperou a posição na baliza a tempo (42′).
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No arranque da segunda parte, Vilde Hasund rematou ligeiramente por cima (47′) e Rehnberg cabeceou sozinha sem a direção da baliza (48′), quase aproveitando a entrada pouco incisiva das leoas que, ainda assim, reagiram de imediato, com Encarnação a rematar por cima em zona perigosa (49′). Com o jogo menos mexido e o Sporting a não conseguir travar as transições rápidas do Hammarby, Telma Encarnação aproveitou um cruzamento de Beatriz Fonseca para empatar a eliminatória com um fantástico pontapé de bicicleta (70′). Com o golo inaugural, Bonsegundo — com queixas numa mão — e Santiago deixaram o terreno de jogo, com Carla Armengol e Brittany Raphino a saírem do banco. Até ao fim do tempo regulamentar, as suecas voltaram a elevar o seu rendimento e, já com Matilde Nave em campo, quase arrumaram com o jogo, quando Hasund apareceu sozinha na área a rematar por cima (90+2′). O jogo seguiu, assim, para o prolongamento, sendo que o Hammarby perdeu pela primeira vez em 20 jogos no final dos 90 minutos.
No tempo adicional, Stina Lennartsson voltou a acertar nos ferros da baliza de Anna Wellmann, que ainda desviou a bola (95′), naquela que foi a única oportunidade de um prolongamento em que as equipas preferiram segurar o jogo e levar a decisão para a marca dos 11 metros, no qual Micael Sequeira preferiu apostar em Julia Wozniak na baliza e em Ana Tomaz. No desempate, Brittany Raphino, Vilde Hasund, Daniela Arques, Vilma Koivisto, Jeneva Hernandez-Gray e Emilie Bragstad começaram por não tremer, até Melina Loeck ter voado para a direita para parar o remate de Mackenzie Cherry, permitindo a Athinna Lundgren colocar o Hammarby na frente. Na última série, Érica Cancelinha ainda empatou, mas Mathilde Janzen colocou as suecas nas meias-finais (0-1, 5-4 g.p.).

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