Moradores de prédio camarário em Alcântara expropriados à pressa para obras do metro | Lisboa


“Olhe, até achei que era mentira. Não queria acreditar”. Maria de Fátima Lopes, 73 anos, ainda tem dificuldade em assimilar a sucessão de acontecimentos dos últimos três meses, que se assumiram particularmente vívidos desde a véspera. Com o saco das compras pousado junto às pequenas escadas da entrada principal do número 2 da Rua da Cruz de Alcântara, conversa, ao final da manhã desta sexta-feira, com um vizinho sobre o assunto que a todos afecta. A morar há 47 anos no 3.º frente do edifício propriedade da Câmara de Lisboa, Maria e os restantes ficaram a saber que terão de abandonar o prédio em breve.

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