Cartas ao director | Opinião


Regionalização: “emblema na lapela”?

O referendo – rejeitado à regionalização foi em 1998, há quase 28 anos. Daí para cá o nosso país mudou imenso e o mundo quase se “estilhaçou”. A catástrofe que ocorreu nas últimas semanas voltou a colocar a regionalização na ordem do dia, pois constatou-se que havia falta de umas estruturas intermédias entre o poder central e as autarquias: as regiões administrativas. Que não são as CCDR, montadas como meras “correias de transmissão” do Governo central. O PÚBLICO trouxe algo que me põe a pensar: ver que tem havido muitas personalidades que ora apoiaram a regionalização, ora a “esqueceram”, ao sabor de “sabe-se lá bem o quê”. Citam algumas como António Costa, Luís Montenegro, Paulo Rangel, Fernando Alexandre e… António José Seguro. Este último interessa-me muito pois, dentro de dias, será o nosso Presidente da República. E cá estarei para lhe perguntar: quer ou não quer a regionalização? O momento é mais do que oportuno e não o vou “deixar fugir”. Até porque nele votei.

Fernando Cardoso Rodrigues, Porto

Questão ambicionada

O sistema educativo tem sido objecto de reflexões e projectos, com o intuito de valorizar a educação. Perante os progressos indesmentíveis, é sensato valorizar o desempenho dos docentes, das equipas disciplinares e o contributo dos sucessivos executivos governamentais, das autarquias e da comunidade educativa. Permitam-me, aqui, aludir à massa crítica, cujo papel é determinante para a inovação e o comportamento social. Estes factos contribuíram verdadeiramente para a redução do abandono escolar, colocando Portugal como uma referência europeia, tendo em conta o ponto de partida: um dos piores casos da UE. Todavia, é ainda possível fazer melhor e engrandecer a atractividade. Mas, para isso, é imprescindível as escolas disporem de uma verdadeira autonomia e de maior flexibilidade curricular, permitindo aulas expositivas dialogadas em vários contextos. Sendo que a promoção de metodologias inovadoras bem como o incentivo à participação activa dos alunos, entre os intervenientes, são cruciais para o sucesso escolar. Que haja, pois, maior compromisso, visão estratégica e colaboração entre todos, para reforçar o papel da escola como um espaço de inovação, inclusão e esperança para as gerações presentes e futuras.

Manuel Vargas, Aljustrel

Conselho da Paz e ONU

Os limites do bom senso, do respeito e não só estão a ser totalmente ultrapassados pelo Presidente Trump. O Conselho da Paz, que não é mais do que o Conselho de Trump, na primeira reunião com os países sócios/aderentes, propôs que irá supervisionar as Nações Unidas. Mas quem é Trump e estes camaradas para controlar a ONU? Trump já controla a NATO, e que mais vai acontecer? Que mais vai desfazer? E o Ocidente deixa? A Rússia e a China devem estar a ter um grande espectáculo de borla, que lhes irá dar espaço para subjugar o Ocidente em pouco tempo. E o Ocidente, a UE, deixam?
Augusto Küttner de Magalhães, Porto

O que é essencial precisa de ser nacional

Já vai para um mês que ainda há gente sem energia. E agora vamos ralhar com quem? Com os chineses, pois claro, mas eles estão muito longe e o que lhes interessa são os dividendos Espero que eles paguem as reparações e o enterramento das linhas.

Já um tal de SIRESP, que devia ser para acudir a emergências, quando há emergências falha sempre e já custou centenas de milhões. Este é um tipo de serviço que se encaixa perfeitamente nas atribuições das Forças Armadas. É claro que pode falhar na mesma, mas assim podíamos saber a quem pedir contas e os euros estavam cá. Há mais na lista, mas…

Quintino Silva, Paredes de Coura

Quatro anos de guerra na Ucrânia

A 24 de Fevereiro completam-se quatro anos sobre o início da invasão, totalmente injustificada, da Ucrânia pela Rússia. A resistência dos ucranianos durante todo este tempo merece a admiração do mundo livre e democrático e é um verdadeiro exemplo prático do que é o amor à terra natal. Os ucranianos provam, dia após dia, ano após ano, que não se vergam a um ditador como Putin e conseguem resistir ao abandono quase total do apoio dos EUA. Merecem a nossa admiração. Continuam a sofrer demasiado porque foram abandonados por quem os devia defender. Sofrem porque a Europa, que, infelizmente, não consegue ainda trilhar o seu próprio caminho, continua muito dependente da retórica de Donald Trump. Se a Ucrânia cair perante a Rússia, apesar de todas as lutas heróicas que os ucranianos têm travado, todos nós teremos de sentir vergonha de nós próprios.

Manuel Morato Gomes, Senhora da Hora



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