
O ministério chinês do Comércio anunciou esta segunda-feira que está a “avaliar” o conteúdo e impacto da decisão da Supremo Tribunal dos Estados Unidos sobre as tarifas impostas pela Administração de Donald Trump, reiterando a oposição às medidas “unilaterais”.
Num comunicado, o ministério indicou que “tomou nota” da decisão judicial no litígio sobre as tarifas e que está a realizar uma “avaliação integral” das suas implicações.
O ministério acrescentou que as chamadas “tarifas recíprocas” e as tarifas relacionadas com o fentanil constituem medidas ‘unilaterais’ que, segundo Pequim, “não só violam as regras económicas e comerciais internacionais”, como também o “direito interno” dos Estados Unidos, e “não atendem aos interesses de nenhuma das partes”.
Pequim insiste ainda que as relações entre as duas potências devem ser geridas com base na cooperação. “Os factos têm demonstrado repetidamente que a China e os Estados Unidos beneficiam quando cooperam e são prejudicados quando se confrontam”, afirmou o ministério, que instou Washington a “cancelar” as tarifas unilaterais impostas aos seus parceiros comerciais.
Pequim afirmou ter observado que os Estados Unidos “se preparam” para recorrer a medidas alternativas, como “investigações comerciais”, com o objetivo de manter a imposição de taxas aos seus parceiros, e advertiu que a China “manterá uma vigilância estreita” e “protegerá firmemente” os seus interesses.

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