Trump vs. Supremo Tribunal
Tinha pensado não escrever mais sobre Trump. Porque são tantas, tantas, que acabava a não escrever sobre mais nenhum outro assunto que não as “trumpalhadas”.
Mas esta reacção do sujeito a uma decisão do Supremo Tribunal dos EUA excede tudo (nota: até este momento). Chamou aos juízes que não embarcaram nas tarifas de Trump idiotas, estúpidos, antipatriotas, incluindo neste epíteto dois juízes que ele próprio havia nomeado.
Para Trump, só há naquele tribunal um membro genial — que é um juiz que ele tinha nomeado e que alinhou naquelas tarifas discricionárias que ele tem decidido.
Há pior do que isto: disse claramente que esta decisão do Supremo estava “influenciada por interesses estrangeiros”. Custa a acreditar que o Presidente dos EUA diga isto do Supremo Tribunal do seu país.
O que se pode seguir? Trump destituir o Supremo sob acusação de traição e conspiração contra os EUA? E cairmos numa situação tipo “república das bananas”? O mundo não está preparado para isto.
Fernando Vieira, Lisboa
Um conflito que teima em não ter fim
Faz neste dia (24 de Fevereiro) quatro anos que teve início a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, conflito que tem devastado por completo aquele país do Leste do continente da Europa, após as tropas russas terem invadido o país vizinho. Um conflito que teima em não dar tréguas ao povo ucraniano.
O saldo é devastador: já houve dezenas de milhares de vítimas, além de cerca de 6 milhões de refugiados ucranianos que buscam protecção noutros países europeus.
Uma guerra que tem como principais consequências a economia e a política. Um conflito que teima em não ter fim e finalmente chegar a tão bendita e abençoada paz, para sossego e tranquilidade do povo ucraniano. Já não é tempo de os homens chegarem a um consenso e erguerem a bandeira branca?
Mário da Silva Jesus, Codivel
Que direito internacional é este?
Teve início, em larga escala, na madrugada de 24 de Fevereiro de 2022, a denominada “operação militar especial”, marcando o maior conflito militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Foi o satânico ditador Vladimir Putin e seus criminosos conselheiros que autorizaram nessa madrugada a invasão da vizinha Ucrânia, até aos nossos dias.
Não sabemos quem ponha cobro a tão criminoso acto, apesar de a União Europeia, o Reino Unido e o Canadá, pelo menos estes, terem tentado pôr fim ao conflito.
Outros países poderosos em armamento estão na expectativa em relação a onde “param as modas” para daí tirarem dividendos próprios de tão nefasta e devastadora guerra.
Os EUA, com Trump ao comando, não são para levar em conta na defesa da ordem internacional, uma vez que o dito Donald Trump é uma espécie de pessoa sem palavra que ontem disse uma coisa, hoje outra e assim sucessivamente: actualmente, é o maior aldrabão e desordeiro à face do globo. É um pistoleiro sem lei e está tudo dito.
José Amaral, Vila Nova de Gaia
Uma escolha por mérito
Marca positiva de uma carreira com mérito é sem sombra de dúvida o que conta para ser avaliado e escolhido para desempenhar as funções numa área em que claramente indicia ser um cidadão mais bem preparado para ocupar o cargo de responsável máximo pelo Ministério da Administração Interna.
O novo cidadão escolhido para este cargo tem agora a condução de uma pasta que nas suas várias vertentes carece de um trabalho isento, cujo sucesso depende também de uma justiça que funcione e em estreita colaboração, tendo em conta os inúmeros casos de corrupção, branqueamento de capitais e combate ao tráfico de droga, bem como a necessidade de contribuir para um percurso onde transparece a ideia de que a lei e a ordem não estão alinhadas.
A nomeação e tomada de posse do sr. dr. Luís Neves para a pasta da Administração Interna acaba por ser a escolha onde é necessária verticalidade em decisões que poderão identificar as vulnerabilidades num país, em que a imigração sendo supostamente a raiz de muitos males acaba por ser um escape para o oportunismo dos querem passar por inocentes, apontando outros culpados.
Américo Lourenço, Sines

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