Cenógrafo António Casimiro morre aos 91 anos; ministra da Cultura lamenta perda de “grande criador”

O cenógrafo e figurinista António Casimiro, 91 anos, morreu esta segunda-feira, em Lisboa, anunciou a Casa do Artista.

Apesar de “uma ligação profunda à Casa do Artista, tendo integrado os órgãos sociais da associação durante vários anos”, como escreve no comunicado o encenador João Lourenço, António Casimiro não residia na Casa do Artista e morreu numa unidade hospitalar na capital.

O cenógrafo fez também parte da direção da Sociedade Portuguesa de Autores e foi coordenador cenográfico do Teatro Aberto, em Lisboa. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian na televisão italiana (RAI), em 1960.

Entrou para a RTP em 1958 como assistente do cenógrafo Octávio Clérigo (1935-2003). Na televisão do Estado, foi cenografista principal durante 22 anos e dirigiu, durante 18, o serviço de cenografia.

Em 2024, a Casa do Artista dedicou-lhe a exposição “Percursos Dispersos”, que recriou o ambiente do seu ateliê e “celebrou a diversidade e profundidade do seu trabalho criativo, um reconhecimento público da sua dimensão artística e humana”.

Ministra lamenta perda de “grande criador”

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, lamentou esta terça-feira a morte do cenógrafo, que classificou de “grande criador, sensível, respeitado e incansável”.

Numa mensagem publicada na rede social X, Balseiro Lopes lembrou a carreira de mais de seis décadas de Casimiro que marcou teatro, cinema, televisão, ópera e bailado em Portugal. “Portugal perde um grande criador, sensível, respeitado e incansável. Condolências à família e amigos”, escreveu a governante.

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