O rei da Noruega, Haroldo V, de 89 anos, foi hospitalizado nesta terça-feira na ilha espanhola de Tenerife, nas Canárias, devido a uma infecção e desidratação, informou a casa real em comunicado. O monarca, que estava de férias com a esposa, a rainha Sónia, encontra-se estável, segundo a mesma fonte.
Haroldo V é o chefe de Estado cerimonial da Noruega desde 1991 e o monarca mais velho da Europa. Segundo a casa real, citada pela ABC, “o médico pessoal do rei viajará para Tenerife para apoiar os serviços de saúde locais”. A nota acrescenta que uma actualização sobre o estado de saúde do monarca será divulgada na quarta-feira, após a avaliação do médico.
O rei Haroldo foi hospitalizado diversas vezes nos últimos anos devido à sua saúde frágil. A última hospitalização registada foi em Fevereiro de 2024, quando estava de férias na Malásia. Um ano antes, em Maio de 2023, o rei havia sido internado em Oslo, devido a outra infecção, que o obrigou a permanecer hospitalizado durante alguns dias, embora a sua condição fosse estável.
A família real norueguesa tem estado envolvida em várias polémicas. O filho da princesa Mette-Marit e enteado do príncipe Haakon, herdeiro do trono, está a ser julgado por suspeita de 38 crimes, incluindo quatro violações. Paralelamente, Mette-Marit tem gerado controvérsia devido às revelações sobre a sua amizade com Jeffrey Epstein, abusador sexual em série falecido em 2019.
Segundo a mais recente série de documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Mette-Marit e Epstein trocaram dezenas de mensagens de correio electrónico entre 2011 e 2014. As comunicações incluíam referências ao estado de saúde da princesa — que sofre de fibrose pulmonar e aguarda transplante — bem como aspectos da vida pessoal de Epstein. Ambos terão ainda mantido vários encontros presenciais em Nova Iorque, Miami e Oslo.
As informações tornaram-se públicas na mesma semana em que o filho mais velho da princesa Mette-Marit, Marius Borg Høiby, — nascido antes do casamento desta com o príncipe Haakon, em 2001 — iniciou o julgamento em que responde por acusações de violação, violência doméstica e agressão, entre outros alegados crimes.

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