Cuba acusou 10 pessoas que estavam a bordo da lancha rápida envolvida, na quarta-feira, num tiroteio contra a guarda costeira, de estarem a planear “uma infiltração com objetivos terroristas”. No incidente, quatro pessoas foram mortas a tiro e seis ficaram feridas quando entravam em águas cubanas numa embarcação com registo na Florida, EUA.
Segundo o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Carlos Fernandez de Cossio as 10 pessoas que estariam na lancha rápida seriam cubanos residentes nos Estados Unidos. A maioria com “antecedentes criminais envolvendo atividade criminosa e violenta”. Um 11º envolvido terá sido detido, tendo confessado fazer parte desta alegada “infiltração”.
Na embarcação terão sido encontradas várias armas de fogo (de pistolas a fuzis), explosivos caseiros e outro equipamento tático, segundo um comunicado do Ministério do Interior cubano. Apesar de se saber que a embarcação tinha a matricula registada na Florida (FL7726SH), graças a informações da embaixada cubana nos Estados Unidos, mais nenhum registo da lancha foi encontrado, seja nomes de possuintes ou mapas de viagens previamente feitas.
O vice-ministro assegurou que toda a informação divulgada ainda é preliminar, mas que mais detalhes serão divulgados nos próximos dias. Os Estados Unidos já anunciaram que farão uma investigação independente. Tanto o vice-presidente JD Vance como o secretário de Estado Marco Rubio afirmaram separadamente saber muito pouco sobre o sucedido, mas que investigado o incidente se decidiria que rumo tomar.
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