A decisão, explica o New York Times, foi a de ajustar a hora da operação para apanhar especificamente o Líder Supremo. “Decapitar a liderança do regime” tornou-se o objetivo principal da operação, ilustrou um oficial da Força Aérea israelita ao Figaro.
Há meses que as secretas norte-americanas seguiam Ali Khamenei, segundo a imprensa norte-americana, e já conheciam as suas rotinas. Um antigo agente da CIA explica ao The Guardian o processo: “É como um puzzle gigante. Estamos a juntar farrapos de informação”, ilustra. “É tudo: como é que as pessoas arranjam comida, para onde vai o lixo delas. Todos nós acordamos e nos deitamos, todos nós comemos e bebemos.” Toda a gente, diz, “deixa algum tipo de rasto”. Khamenei não foi exceção.
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Não é certo por que razão o Líder Supremo e outras destacadas figuras do regime decidiram juntar-se no mesmo edifício no coração da capital do Irão, numa altura em que os EUA concentravam forças militares nos arredores do país.
Mas as declarações do Presidente Donald Trump, que escreveu que Khamenei foi “incapaz de evitar os nossos serviços de informações e os sistemas de monitorização altamente sofisticados”, indiciam que a CIA terá conseguido esta informação através de meios técnicos e não de fontes humanas.
Antes de a informação chegar à mesa Resolute na Casa Branca, Trump reuniu-se na quinta-feira com o almirante Brad Cooper, oficial que lidera as tropas norte-americanas no Médio Oriente. No dia seguinte, a bordo do Air Force One, falou com alguns políticos destacados do Partido Republicano. “Ele não nos disse o que ia fazer, mas colocou a questão se o Irão deveria ser travado com qualquer ação necessária que pudesse vir a tomar”, revelou mais tarde o senador John Cornyn.
Com a informação da CIA, Trump deu luz verde ao plano militar.
O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, enviou uma nota aos pilotos do país que se preparavam para a operação. “Este sábado ao amanhecer começa a Operação Rugido de Leão”, escreveu. “Vocês têm autorização para atingir os vossos alvos. Estamos a fazer História. Confio em vós. Boa sorte a todos nós.”

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