Os magníficos Divine Comedy na Aula Magna contra a depressão dominical: Neil Hannon é o que Morrissey gostaria de ser se tivesse crescido

A escassos minutos do início do espetáculo, o público que já tinha tomado os seus lugares na Aula Magna aparentava ter uma coisa apenas em comum: uma assinalável melena grisalha, testemunho do quão longa é já a carreira dos Divine Comedy. Verdadeira instituição do indie britânico, sustento para membros de todos os tipos de classes, o grupo de Neil Hannon anda há quase quatro décadas a lançar canções sobre literatura, sobre desgosto, sobre amor, canções divertidíssimas, canções de fazer chorar, enfim: uma panóplia de temáticas sobre a comédia humana, e não sobre a danação que aguarda pelos ímpios. É uma banda com algumas luas em cima, assim como o público que ainda os escuta; é uma banda que precisa de um público com algumas luas em cima, que compreenda todas as nuances que se escondem por detrás das melodias de câmara, dos riffs vetustamente arockalhados.

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