Neste restaurante na Batalha, a cozinha tradicional renasce com um toque moderno

Surge de uma herança culinária feminina de três gerações, transformada em projecto profissional graças à formação e experiência internacional da chef.

O propósito do restaurante trintta (escreve-se com minúsculas), na Batalha, é “a criação de uma referência gastronómica na região Centro, com um espaço distinto e acolhedor que alia tradição, inovação e respeito pela sazonalidade”. A filosofia do restaurante assenta na ligação ao território e na sazonalidade, com receitas que “contam histórias e despertam memórias”.

A ideia tomou forma entre 2021 e 2022 e abriu na Batalha a 14 de março de 2025. No currículo, a chef passou por Bernhard Pfister no Hotel Palácio, em Cascais, Vítor Sobral na Tasca da Esquina, Lisboa, Miguel Laffan no Hotel L’AND Vineyards, Montemor-o-Novo, Diogo Rocha na Quinta de Lemos, Viseu, e José Avillez no Bairro do Avillez, Lisboa. A gestão está nas mãos do irmão, José Alberto Caseiro. A

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A ementa traduz essa identidade de forma direta. A “Sopa de peixe D. Isabel” (€4,80), legado da mãe da chef, abre caminho para uma cozinha de raízes familiares.

Entre as propostas de carne encontram se o “Peito de pato com arroz de forno, laranja e salada” (€18,40), as “Bochechas no forno, puré batata e legumes grelhados” (€17,70), o “Lombo de novilho, salada, esparregado, batata frita e esparregado” (€32,10), o “Terra e mar – porco preto, camarão, arroz tinta de choco, pimentos” para duas pessoas (€36,90), o “Entrecôte angus” (€31,60), a “Vitela Açores” (€19,40) e as “Costeletinhas de borrego” (€13,00).

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Do mar chegam pratos como “Arroz do mar de garoupa, camarão, coentros e limão” (€19,40), “Bacalhau com broa e chouriço, migas e batatas” (€20,10) e “Açorda de camarão, coentros e gema” (€18,80).

Para opções vegetarianas, sugerem-se “Brás de legumes grelhados” (€15,20), “Açorda de cogumelos e espargos” (€15,30) e “Couve-flor grelhada, ervilhas e sementes de abóbora” (€16,30).

Por reserva, a cozinha do restaurante trinnta, na Batalha, prepara pratos de inspiração mais tradicional, como “Robalo ao sal, arroz de berbigão”, “Cabidela de campo”, “Galo recheado com batatas”, “Garoupa no forno”, “Pargo ou garoupa à portuguesa” e “Polvo à galega, batata-doce e couve”.

Nas sobremesas, sobressai a “Maria Luísa” (€6,20), feita com queijo de cabra, doce de ovo, pão torrado e amêndoa, evocando a avó que marcou o percurso da chef. A esta juntam se o “Cheesecake de forno com caramelo de miso” (€4,80), e a “Manga de avião” (€3,90).

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O nome trintta reflete os três pilares do projeto, Tradição, Técnica e Toque, e as três gerações femininas que moldaram a chef. Cada “t” simboliza uma geração e coincide com o momento em que Ana Caseiro avançou com o sonho, aos trinta anos.

O espaço integra um bar dedicado a “welcome drinks”, mais de 145 referências de vinho, cerca de 65 destilados e uma sala privada para sete pessoas. Há ambiente sonoro pensado para interior e exterior, e uma programação que cruza gastronomia, arte e cultura, reforçando também os laços com pequenos produtores e promovendo a região Centro enquanto destino gastronómico.

O restaurante trintta (IC2, Jardoeira, Batalha, Tel. 926217600) funciona de terça-feira a sábado, das 12h15 às 15h00 e das 19h15 às 22h30, encerrando ao domingo ao jantar e à segunda-feira.

Ana Caseiro



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