Sporting promete a melhor versão e golos para agarrar Champions | Futebol internacional


O Sporting joga esta tarde (17h45, SPTV5), em Alvalade, frente ao Bodo/Glimt, o futuro na Liga dos Campeões. Um momento que o bicampeão nacional encara, após “folga” na Liga portuguesa, com optimismo e esperança, prometendo uma versão totalmente diferente da que conduziu à derrota comprometedora na Noruega.

Para a equipa de Rui Borges, que precisa de anular a desvantagem de três golos trazida da Noruega, trata-se de uma rara oportunidade para quebrar a barreira dos quartos-de-final na prova milionária. Etapa que atingiu uma única vez na história da competição de clubes mais relevante da UEFA, na já longínqua época de 1982-83, ainda na versão Taça dos Campeões Europeus.

Com o brasileiro Luis Guilherme ausente do treino de ontem e em risco de juntar-se a baixas como as de Ioannidis, Ricardo Mangas, Kochorashvili e Geovani Quenda, o Sporting enfrenta um sério obstáculo na recepção ao semifinalista da última edição da Liga Europa, precedido da fama de ter vergado clubes como Manchester City, Atlético Madrid e Inter Milão, apagando os seis jogos sem vencer na fase de Liga.

O desafio primordial deste Sporting será o de recuperar do 3-0 do Círculo Polar Árctico, na primeira mão, em Bodo.

Taça das Taças a inspirar

Proeza que os “leões”, em contexto europeu, só por uma vez lograram… mas que remete para a distante temporada de 1963-64, quando o Sporting conquistou, em Antuérpia, a Taça das Taças, depois de reverter um 4-1 frente ao Manchester United de Bobby Charlton e George Best graças a uma goleada, por 5-0, em Alvalade, que apurou os “leões” para as meias-finais.

Mais de seis décadas volvidas, o Sporting, fazendo fé nas palavras do goleador Luis Suárez, acalenta a possibilidade de derreter a calota polar e o sonho norueguês, mesmo tendo sido a única equipa entre os nove adversários anteriores do Bodo/Glimt a não conseguirem marcar qualquer golo aos homens de Knutsen.

Sem dúvida, um dado relevante, mas que no caso do Inter de Milão, que até fez o gosto ao pé no sintético do Aspmyra (perdeu por 3-1 na primeira mão), por exemplo, de pouco serviu, com os finalistas vencidos de 2022-23 e 2024-25 a averbarem nova derrota (1-2) no Giuseppe Meazza.

Transições perigosas

E esse é um aspecto que o Sporting não pode desprezar, pois enfrenta uma das equipas mais letais nas transições para o ataque, a proposta de jogo mais óbvia de quem possui uma margem de três golos e que, nesta edição, só perdeu uma partida na condição de visitante (3-1 ante o Galatasaray). Além disso, nas outras duas derrotas (Mónaco e Juventus) caiu sempre pela margem mínima.

A somar a este histórico de um Bodo/Glimt invencível em 2026, há toda a contabilidade sportinguista, que só na estreia, frente ao Kairat, marcou quatro golos, num resultado (4-1) que se fosse emulado esta tarde em Alvalade daria direito a desempate. A conjuntura pode ser dura, mas o futebol tem essa capacidade mágica de desafiar a lógica e sustentar a promessa de sucesso.

Precisamente o tipo de mentalidade que se espera de um Sporting que soma por triunfos todos os jogos disputados em Alvalade, onde caíram Marselha e o campeão europeu PSG, além de Kairat e Club Brugge, cujo resultado (3-0) também daria direito a desempate.

Sem ilusões quanto à capacidade “leonina” para dar a volta à eliminatória está o treinador do Bodo/Glimt. Para Kjetil Knutsen, este “é um novo jogo”, em que espera um Sporting mais “agressivo” a “dar o máximo”, como “equipa de ataque e intensidade alta desde o início”.

Declarações complementadas pela crença de um Rui Borges convicto num “jogo extraordinário”, em que garante golos na baliza do Bodo/Glimt, sem cair na armadilha da soberba, que combate ao reconhecer que os noruegueses também podem marcar, o que complicaria a missão do Sporting. Uma tarefa que, de resto, encara com realismo, ciente das capacidades do Sporting e dos argumentos de um adversário “que já provou ser extremamente capaz”.

Para este jogo, Rui Borges já poderá contar com Maxi Araújo e Pedro Gonçalves, faltando perceber se o traumatismo de Luis Guilherme se traduzirá em mais uma baixa.





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