“Terei a honra de tomar Cuba”: Trump sugere colapso iminente de Havana e intervenção dos Estados Unidos

Donald Trump afirmou esta segunda-feira que Cuba se encontra à beira do colapso e sugeriu que os Estados Unidos poderão vir a “tomar” a nação insular. Estas declarações surgem num momento crítico, em que o país latino-americano enfrenta um apagão total e uma crise económica profunda.

“Penso que Cuba vê o fim”, atirou Trump, acrescentando: “Durante toda a minha vida, tenho ouvido falar dos Estados Unidos e de Cuba. Quando é que os Estados Unidos vão fazê-lo? Acredito que terei a honra de tomar Cuba.”

Questionado sobre o significado exato de “tomar” Havana, disse que os Estados Unidos iriam intervir “de alguma forma”. “Quer eu a liberte, quer a tome, penso que posso fazer o que quiser com ela, se querem saber a verdade. Eles são uma nação muito enfraquecida neste momento”, adiantou.

Donald Trump rodeado dos seus líderes convidados para a cimeira das Américas no Trump National Doral Miami

Roberto Schmidt

América Central e Caraíbas

O endurecimento da retórica de Trump acontece escassos dias depois de o Presidente norte-americano ter falado na possibilidade de uma “tomada amigável” de Cuba.

Pior crise económica desde colapso da União Soviética

A crise energética e económica em Cuba foi exacerbada pela estratégia intervencionista de Washington na região.

Em janeiro, os Estados Unidos lançaram uma operação militar para capturar Nicolás Maduro, o que resultou no corte do combustível que a Venezuela fornecia a Cuba. As autoridades de Havana estão agora a braços com aquela que já é considerada a mais grave crise económica desde o colapso da União Soviética.

Trump chamou a si a responsabilidade pela situação atual em Cuba. “É por causa da minha intervenção, da intervenção que está a acontecer”, disse no início do mês ao jornal “Politico”, referindo-se ao isolamento económico de Havana. “Obviamente”, sublinhou. “Caso contrário, não teriam este problema. Cortámos todo o petróleo, todo o dinheiro… tudo o que vinha da Venezuela, que era a única fonte.”

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