
O primeiro-ministro húngaro voltou a testar a paciência dos colegas europeus, mas, desta vez, a tensão e o descontentamento na sala subiram de tom, com a maioria dos líderes a não conter a irritação e a dirigir-lhe duras críticas por manter o bloqueio ao empréstimo de €90 mil milhões à Ucrânia. Aos jornalistas, o presidente do Conselho Europeu resumiu que “condenaram veementemente a atitude de Viktor Orbán”.
António Costa fala em chantagem, diz que “um acordo é um acordo”, que os líderes devem manter a palavra e que “ninguém pode chantagear o Conselho Europeu”. Lá dentro, o português foi o primeiro a usar da palavra, para dizer ao húngaro que este tinha pisado todas as linhas vermelhas ao bloquear o financiamento a Kiev, depois de, em dezembro, ter concordado com o empréstimo daquele montante.

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