Suede ao vivo no Campo Pequeno: se Therese trouxe tempestade, Brett Anderson mostrou como se faz um furacão

Vem pelas laterais e, de repente, já está perdido dentro do público. Tão depressa quanto aparece, Brett Anderson, vocalista agitado dos históricos Suede, evapora-se da vista de quem está nas bancadas de um Campo Pequeno longe de esgotado, engolido por braços e telemóveis estendidos que o ofuscam. Resta-nos um microfone iluminado pelo holofote que se lhe enrola na mão erguida, um prolongamento nervoso do nosso anfitrião.

É neste corpo-a-corpo, à quinta canção de uma noite chuvosa de março (‘The Drowners’), que o concerto dos londrino sofre o solavanco necessário e passa a liturgia: os acólitos da primeira fila levantam as mãos ao guia espiritual que, de camisa aberta até meio do peito e feitio hiperativo, salta sôfrego para cima do sistema de som desde o princípio, logo em ‘Disintegrate’, a primeira que ouvimos do quinteto esta noite e um dos singles do álbum que têm apresentado nesta tournée, devidamente intitulada “Dancing With The Europeans”.

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