Um espectro paira sobre a Europa — o espectro da crise normal e sistemática. Talvez este seja, de facto, o novo normal. Não um episódio transitório, não uma anomalia passageira, mas um estado persistente de tensão na oferta — de energia, de alimentos, de habitação —, onde cada falha num ponto da rede global atinge rapidamente os restantes. A oferta destes bens costuma ser fixa e constante, sofre choques e vai-se retraindo. Os consumidores querem o mesmo, mas simplesmente ao preço de sempre não há.
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