Subida da Euribor melhora taxa de juro dos Certificados de Aforro para 2,138% | Poupança


A recente subida das taxas Euribor é negativa para quem tem empréstimos associados, mas positiva para alguns produtos de poupança, como os Certificados de Aforro (CA). A taxa a aplicar neste produto vai subir em Abril para 2,138%, um pequeno salto de 0,126 pontos percentuais face aos 2,012% em vigor no corrente mês de Março.

A nova taxa, associada à evolução da Euribor a três meses, aplica-se às novas subscrições, mas também às revisões trimestrais que venham a ocorrer no próximo mês.

Nas subscrições mais antigas, a taxa-base de refixação trimestral de juros é superior, tendo em conta que lhe acrescem os prémios de permanência entretanto acumulados.

A rentabilidade do produto de poupança do Estado, de capital garantido, para o próximo mês fica 100 pontos percentuais (1%) acima da taxa média dos depósitos verificada em Janeiro (último mês para que há dados), que caiu para 1,32%.

A taxa base de rentabilidade dos CA é calculada a partir dos valores mensais da Euribor a três meses determinada no antepenúltimo dia útil do mês, e com a média dos valores verificados nos dez dias úteis anteriores. Ou seja, com os últimos dez valores até esta quinta-feira, inclusive.

O produto de poupança do Estado continua a atrair poupanças significativas. Em Fevereiro entraram 473 milhões de euros e foram resgatados 181 milhões de euros. O saldo total estava em 40.875 milhões de euros, o valor mais alto de sempre.

As novas subscrições de CA ficaram ligeiramente acima da evolução do stock dos depósitos, que subiu 434 milhões de euros em Fevereiro, para 201 mil milhões de euros, o montante mais elevado de sempre.

Os Certificados do Tesouro, com condições de rentabilidade menos atractivas que os CA, receberam 12 milhões de euros, e viram sair 186 milhões de euros, encolhendo o saldo total para 7347 mil milhões de euros.

Os Certificados de Aforro, pela facilidade de mobilização, podem servir como uma poupança para situações de emergência, como o pagamento de despesas durante seis meses, como aconselham os especialistas, para acautelar situações de desemprego, saúde ou outras. Este produto não tem qualquer custo de subscrição, manutenção ou resgate, e as aplicações podem ser de pequenos montantes (mínimo de cem euros iniciais e dez euros por cada aplicação).



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