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BTL bateu recorde: feira de turismo em alta com quase 85 mil visitantes | Turismo


A BTL, que de Bolsa de Turismo de Lisboa passou a Better Tourism Lisbon – Travel Market há dois anos, fechou as contas da sua 36.ª edição em alta. A gestora da feira, Dália Palma, já tinha antecipado ao PÚBLICO que seria “brutalmente, a maior [BTL] de sempre”. Com registo de grandes subidas nas participações de vários sectores, o que até levou a criar, pela primeira vez, um quinto pavilhão na FIL do Parque das Nações, o balanço cumpre as expectativas: visitaram a feira cerca de 85 mil pessoas, aproximadamente mais três mil que no ano passado.

Um novo recorde, destaca-se em comunicado, salientando que o certame, que decorreu de 25 de Fevereiro a 1 de Março, reforçou “o crescimento do seu posicionamento internacional e a sua capacidade de atrair cada vez mais destinos, empresas e profissionais de diferentes mercados”, defende-se em comunicado.

Em 60 mil metros quadrados de área expositiva, cinco pavilhões, estiveram 1700 expositores, entre as entidades públicas e centenas de empresas ligadas ao sector em Portugal, mais de 125 destinos internacionais, decorrem mais de 600 eventos.

“Este ano é, de facto, exponencial”, dizia Dália Palma ao PÚBLICO: “Só na hotelaria, são mais 35%”, “20% mais na área internacional”, “15% nos serviços e 10% na distribuição, agências e operadores de viagem”. Os aumentos tinham levado até a “redesenhar” a feira. “Não há empresa que desenvolva a sua actividade no sector do turismo em Portugal que não passe na BTL, seja como participante, seja como visitante”, dizia a gestora.

Na sua vertente de “venda” do destino Portugal, o programa “Hosted Buyers” abrangeu “mais de 200 compradores internacionais, provenientes de 42 mercados emissores, e as mais de 500 empresas participantes”, refere-se. Foram “mais de 3800 reuniões de negócios”.

Já em termos de venda de viagens e pacotes de férias, para o público em geral (a feira é só para profissionais nos primeiros dias, o público entra na sexta à tarde, sábado e domingo), contaram-se “mais de 300 postos de vendas”.

Este ano, o Brasil, Destino Internacional Convidado, foi responsável por boa parte do ambiente festivo, fazendo-se representar em grande, com 29 coexpositores. A destacar: estiveram presentes 14 estados brasileiros com representações autónomas: Ceará, Bahia, Alagoas, Santa Catarina, Recife, Rio de Janeiro, Paraíba, São Paulo, Pará, Minas Gerais, Brasília, Tocantins, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.​

No universo Portugal, o Algarve foi o Destino Nacional Convidado e a Figueira da Foz o município convidado. Boa parte das atenções, por razões evidentes, viraram-se para a chamativa representação do Turismo do Centro, e das regiões de Leiria ou Coimbra, com foco no turismo como factor de resiliência e recuperação. “O centro de Portugal está aberto, é seguro e pode ser visitado”, resumia o presidente do Turismo do Centro, Rui Ventura, ao PÚBLICO. A tempestade foi tema transversal pelas áreas do turismo português, até pelas ausências assumidas, caso do município de Alcácer do Sal que optou por não estar presente para, nas palavras da presidente da autarquia, Clarisse Campos, focar-se em “ajudar o concelho a reerguer-se” para o futuro.

A feira, organizada pela Fundação AIP – Associação Industrial Portuguesa, já tem data marcada para o próximo ano: será em ambiente, espera-se, quase primaveril, de 3 a 7 de Março.



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