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Lufthansa tem recorde de receitas e aposta na TAP de olhos no Brasil | Aviação


Uma subida das receitas para valores recordes em 2025 foi um dos indicadores que o presidente do grupo Lufthansa, Carsten Spohr, tinha para apresentar nesta sexta-feira, chegando aos 39,6 mil milhões de euros (mais 5%).

Outro indicador foi o crescimento do resultado operacional, que teve um incremento de 400 milhões, para dois mil milhões de euros.

Já o resultado líquido desceu cerca de 100 milhões, para 1,3 mil milhões, devido a factores extraordinários sem os quais, explicou a empresa, este indicador teria subido em linha com o resultado operacional.

Ao todo, o grupo, um dos três que estão na corrida à privatização de 44,9% do capital da TAP (outros 5% são para os trabalhadores), transportou 135 milhões de passageiros no ano passado, uma subida de 3%. A taxa de ocupação passou de 83,1% para 83,2%, uma pequena subida mas que permitiu bater um novo recorde.

Sobre a TAP, o grupo reiterou o seu interesse, com destaque para o domínio que a empresa portuguesa detém nas rotas para o Brasil, a partir de Lisboa, e de onde poderia chegar mais facilmente a outras regiões da América Latina.

Na conferência de imprensa, Carsten Spohr aproveitou para defender o que considera ser uma das diferenças face à concorrência: a maior distância dos principais aeroportos onde concentra as suas operações e conexões de voos (os hubs) em relação a Lisboa.

“Os nossos concorrentes são já grandes no Atlântico Sul. Alguns têm hub em Madrid, outros em Paris, que estão muito mais próximos de Portugal. Isso significa que a ameaça para um hub em Lisboa seria maior, o que é outro argumento para o grupo Lufthansa”, disse, citado pela Lusa.

A Lufthansa disse ainda, segundo a Lusa, estar também a avaliar a possibilidade de criar em Portugal uma escola de formação de pilotos, em articulação com a Força Aérea.

A guerra e o “calcanhar de Aquiles” do Golfo

No comunicado onde são apresentados os resultados, Carsten Spohr sublinhou que a guerra que envolve o Irão e os EUA e Israel, com efeitos em toda a região, veio mostrar mais uma vez “o quão exposto e vulnerável” está o sector das viagens aéreas, embora tenha ganhado maior resiliência face ao passado.

“A enorme concentração de fluxos de tráfego global através dos hubs do Golfo está a revelar-se cada vez mais como “um calcanhar de Aquiles” geopolítico, defendeu.

Isso, acrescentou, realça a importância de “não prejudicar ainda mais as companhias aéreas e os hubs europeus”. “A soberania da Europa exige a capacidade de manter as suas próprias conexões com os mercados globais”, vincou.



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