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Benfica e FC Porto podem reforçar candidatura no clássico da Luz | Futebol nacional


Com o Sporting colado ao ecrã, provisoriamente a três pontos do líder e com quatro de avanço sobre o Benfica (após o 2-2 de Braga), o clássico deste domingo (18h, BTV), na Luz — o penúltimo da época na Liga —, ganha outra dimensão estratégica, com o FC Porto dispensado de uma exposição excessiva e o Benfica na fronteira da afirmação inequívoca como candidato e do risco de ficar a 10 pontos da liderança.

Invencível na prova, o Benfica não tem muito a perder, embora também não possa sair comprometido do clássico. Francesco Farioli garante que vencer no Estádio da Luz não afasta as “águias” da luta, falando por “experiência própria”. A matemática confirma-o, mas a equação pode complicar-se.

Por outro lado, caso vença, o Benfica reentra objectivamente na corrida, enquanto um empate só beneficiará os “leões”. É, portanto, este o cenário de um clássico embalado pela troca de elogios dos técnicos.

Sem estigmas visíveis da derrota de Alvalade, Francesco Farioli sublinhou o potencial ofensivo do Benfica e a importância de manter os avançados da Luz longe da baliza portista. Pese embora, para José Mourinho, essa aptidão “encarnada” seja mero reflexo de uma cultura de clube, que exige um jogo impositivo e não apenas a simples busca pelo resultado.

Uma inversão de discurso do treinador do Benfica, que, na primeira visita ao Dragão, priorizou, sem complexos, o pragmatismo e a necessidade vital de jogar para não perder. Desde esse dia, Mourinho garante ter sido inflexível no discurso interno e nos cálculos necessários para poder chegar à recta final com possibilidades reais de ir ao choque do título.

A sete pontos do FC Porto, o Benfica vê-se, assim, obrigado a dar o passo seguinte, em casa, sob pena de cair numa posição difícil de recuperar nas últimas nove jornadas… Uma derrota, por outro lado, deixa as “águias” a 10 pontos do rival.

Antes mesmo de conhecer o desfecho do jogo de Braga, Mourinho afirmou que, independentemente do resultado do Sporting, a entrega do Benfica no encontro com o líder “será sempre incondicional”.

Até porque um triunfo — que seria o primeiro de Mourinho frente aos rivais, esta época — representaria uma aproximação importante ao primeiro lugar e uma pressão extra sobre os adversários no sprint final.

Mas, recuperando a ideia de Francesco Farioli, em confronto estarão duas equipas com diferentes estilos e argumentos, ainda que o saldo não apresente diferenças vincadas.

Mourinho reconhece que o Benfica marca poucos golos para tanta produção ofensiva, enquanto o FC Porto, que detém apenas o quarto ataque mais concretizador da Liga, vive muito à custa da organização defensiva, somando vitórias tangenciais (cinco em sete, a nível doméstico, em 2026).

No que diz respeito a baixas, o Benfica perdeu Aursnes e pode enfrentar nova baixa “mistério”, que Mourinho assumiu sem desvendar e que o obrigará a encontrar soluções para contrariar a transparência de um FC Porto que preparou uma surpresa táctica para o jogo da Taça — face a essa nuance no meio-campo, o técnico do Benfica admitiu ter actualizado durante a semana a preparação com vista ao clássico.

Grato pelos elogios de Farioli (“Admiro-o como treinador e pessoa”, disse o italiano), Mourinho (que garante ter agradecido as palavras por mensagem) manteve a ideia de um “dragão” fácil de decifrar e difícil de contrariar.

O que atribui à identidade forte, sem alçapões tácticos, que já provou não ser fácil de desmontar. Do lado portista, a inclusão de Bednarek e Thiago Silva nas opções é uma incógnita. O central polaco poderá recuperar de uma lesão nas costelas, mas precisará de “um bom analgésico”.



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