Há um mês, escrevi um texto em que alertava para uma intervenção destrambelhada de uma deputada municipal de Lisboa do Chega a propósito do Teatro do Bairro Alto (TBA). Na altura, hesitei em publicá-lo, pois temi que contribuísse para dar visibilidade a um discurso alucinado e perigoso, proferido no recato de uma assembleia municipal. Mas, afinal, tratava-se de uma ministra-sombra (sic) do governo Ventura a dar voz a uma converseta, com bastante tração, de ataque à cultura que nasce das margens. Fi-lo também porque sei que as palavras têm consequências e constatei que os responsáveis pela governação em Lisboa tinham assistido a tudo com um silêncio cúmplice. Contra o meu parco otimismo, o que foi dito teve mesmo consequências. Já lá vamos.
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