No início da sua carreira na cozinha, com 19 anos, Alexandre Silva, hoje chef dos restaurantes Loco e Fogo, em Lisboa, encontrou um ambiente onde a violência estava normalizada. “Vi um sous-chef a partir uma espátula no pescoço de uma cozinheira. A mim, colocaram-me tabuleiros de pastéis de nata a sair do forno nas mãos, queimaram-me os braços com um maçarico, deram-me pontapés. Não tenho orgulho em falar nisso, mas acho que é importante.” De então para cá as coisas melhoraram muito, mas não tem dúvidas em dizer que “continuam a acontecer”.
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