1. Num mundo globalizado, onde os fluxos de energia são vitais para o funcionamento da economia, a geografia continua a ser um factor maior de poder. O estreito de Ormuz mostra inequivocamente essa realidade: um ponto de estrangulamento (chokepoint) onde o poder militar, os mercados energéticos e a rivalidade geopolítica convergem. Desde a primeira globalização do século XVI, o controlo das rotas marítimas constitui um dos pilares fundamentais do poder e da prosperidade dos Estados. A ideia permanece profundamente relevante no contexto contemporâneo. Na economia global do século XXI, mais de 80% do comércio de mercadorias é feito por via marítima, incluindo cerca de dois terços do petróleo e uma parte significativa do gás natural, bem como minerais estratégicos e produtos agrícolas essenciais.
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