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Nunca na vida de António Filipe lhe tinham passado pelas papilas gustativas uns filetes de cação fritos em azeite, com cebolada e batata frita às rodelas. A provar a iguaria pela primeira vez, confessou, mais tarde, que o repasto estava do seu agrado. Tanto estava que, de barriga cheia, aproveitou o embalo para um discurso que corporiza a estratégia do candidato, no arranque desta segunda semana de campanha: desmontar o argumento do voto útil, lembrando que o boletim de voto “não é o totobola”. Disse-o, repetiu-o e teve o apoio do eurodeputado João Oliveira para cunhar a expressão de “traficância do voto útil”.

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