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Terceira demissão em quatro dias agrava pressão sob Governo de Keir Starmer

O secretário de gabinete do primeiro-ministro britânico, Chris Wormald, anunciou esta quinta-feira a saída do cargo “por mútuo acordo”, juntando-se às demissões de dois outros colaboradores próximos de Keir Starmer.

O primeiro-ministro britânico enalteceu Wormald pela “longa e distinta carreira no serviço público, com mais de 35 anos” e desejou “tudo de bom para o futuro”, de acordo com um comunicado.

Por seu lado, Wormald – recordista do período mais curto da história no cargo – afirmou ter sido uma “distinção especial” liderar o gabinete do chefe do Governo, o que fazia desde dezembro de 2024.

A demissão de Wormald é a terceira baixa em Downing Street, depois das saídas, na última semana, do chefe de gabinete do primeiro-ministro, Morgan McSweeney, e do diretor de comunicação, Tim Allan, ambos assessores políticos.

A pasta de Wormald será temporariamente partilhada por três pessoas, até que um substituto seja anunciado, avançou a BBC: Catherine Little, secretária permanente do gabinete do primeiro-ministro, Antonia Romeo, secretária permanente do Ministério do Interior, e James Bowler, secretário permanente do Tesouro.

Segundo a emissora britânica, o primeiro-ministro irá substituir “rapidamente” Wormald e Antonia Romeo – que integrou a lista de quatro candidatos ao secretariado do gabinete do primeiro-ministro, aquando da nomeação de Wormald – é a favorita. Esta escolha poderia também apaziguar um grupo de deputadas do Partido Trabalhista que pressionam Starmer para nomear uma mulher, considerando que Downing Street é atualmente um “clube de rapazes”. Romeo seria a primeira mulher a ocupar o cargo.

As críticas da oposição também não demoraram. A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, declarou na rede social X que Chris Wormald foi a última pessoa a ser “atirada para debaixo do autocarro” pelo primeiro-ministro “para salvar a própria pele”.

O líder dos Liberais Democratas, por sua vez, ironizou na mesma rede, dizendo estar “muito preocupado com quem Keir Starmer vai culpar quando não houver literalmente mais ninguém no número 10” de Downing Street.

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