Imagem de grandeza
Nos bastidores da política americana, tem ficado claro aos olhos da opinião pública a instabilidade do actual inquilino da Casa Branca. Os seus discursos difundidos pela comunicação social, além de gerarem muita controvérsia, mostram a personalidade de um homem que se julga todo-poderoso, condicionando a política de países terceiros, como se fosse o dono do mundo.
Quando existem suspeitas do seu envolvimento em casos que nada abonam em favor da sua imagem, e existem cidadãos que discordam das suas posições em determinados assuntos que dizem respeito à sociedade americana, e os mesmos são expulsos por aquele que ao que parece quer ser o dono do mundo, o mesmo está a trair a confiança que os eleitores em si depositaram.
No início do seu mandato, o seu discurso era tornar a América grande de novo, mas ter-se-á esquecido que a grandeza de um país, não dever ser feita à custa da divisão e opressão de um povo, nem do seu isolamento, relativamente às relações cordiais com outros povos, em que a nomeação do candidato a Presidente poderá não ser a imagem de um homem de grandeza.
Américo Lourenço, Sines
Um alerta urgentíssimo
A rotura do troço da A1, na sequência do rebentamento do dique da margem direita do Mondego, ocorreu devido, muito provavelmente, ao facto de a existência da laje de transição criar condições, ao longo do tempo, para o estabelecimento de escoamento junto à superfície de betão da passagem hidráulica. O abatimento do aterro sob a laje de transição leva à ocorrência de uma “gateira” junto à superfície de betão, por onde se inicia o escoamento demolidor, quando o nível de água sobe.
Lanço aqui o alerta para que, quem de direito, faça verificar todas as passagens hidráulicas da A1 junto dos canais do Mondego.
É bom lembrar que, se o dique tivesse rebentado durante a noite, as consequências na A1 teriam sido gravíssimas.
Fernando Godinho, Luz de Tavira
80 anos de férias
“A Europa regressou de umas férias da História”, disse Friedrich Merz no seu discurso na Conferência de Segurança de Munique. Foram, no entanto, férias com muitos “passatempos” trabalhosos: reconstrução depois da II Guerra; gestão sobressaltada da Guerra Fria; compromissos com as independências das colónias; múltiplas acções de manutenção de paz; preocupação com a propagação dos princípios de sustentabilidade; investimento em inovação, desenvolvimento e progresso tecnológico com vista ao bem-estar social e laboral, à saúde e aumento da esperança de vida…
São “passatempos” com resultados positivos. Com a colaboração de todos os líderes mundiais. Apenas precisam de ser aprimorados. Não é necessário subvertê-los para depois os implementar de novo num ciclo que já se revelou inúmeras vezes astronomicamente oneroso. Já bastam as adversidades da natureza.
José M. Carvalho, Chaves
Mania de falar português
Consta que o reitor da Universidade Nova quer que as faculdades desta integrantes tenham denominações em português. Parece-me bem, sem prejuízo de poderem ter cursos ministrados em outras línguas e usarem apostos na denominação da escola, quando o pretendam tornar visível nos veículos de divulgação da oferta formativa.
Não se percebe, aliás, haver igualmente instituições portuguesas com nome “à inglesa”, como “São Luiz Teatro Municipal”, ou a insistência da comunicação social no uso de siglas estrangeiras, como “CEO”, por exemplo, para designar correntemente o administrador executivo de uma empresa.
Já dizia aquele velho ex-emigrante em França, que os franceses tinham coisas estranhíssimas, como chamar “fromage” ao que toda a gente via perfeitamente ser queijo…
Sérgio Tovar de Carvalho, Lourinhã
Máquina trituradora
Como uma máquina trituradora de almas e corações, Luís Montenegro exclui de apoios do Estado as vítimas das tempestades com dívidas ao fisco. Esta desfaçatez e insensibilidade não tem paralelo nos 52 anos do 25 de Abril.
O Governo vai excluir também os restaurantes que tenham dívidas à Autoridade Tributária ou Segurança Social? Se nos lembrarmos que o Governo foi travado pelo Tribunal Constitucional quando quis retirar benefícios fiscais a pessoas com cancro, pelo andar da carruagem não falta muito para suspender do SNS quem tiver pagamentos em atraso de tratamentos hospitalares.
Algum recebedor de subvenção vitalícia foi vítima de suspensão por tráfico de influências ou corrupção?
Ademar Costa, Póvoa de Varzim

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